Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

14

de
março

E a Restaurant Week está terminando!!!

Bem, esta foi a noite do AK Delicatessen (www.akdelicatessen.com.br/ ), ali na rua Mato Grosso. Um lugar pequenininho, mas bem ajeitado, as toalhas mais bonitas que vi em mesas ultimamente, atendimento cordial. A reserva (por telefone) também foi muito atenciosa. E, pasmem, ligaram para reconfirmar a reserva poucas horas antes do horário que eu havia reservado. É comida judaica. O que comemos não tinha muito de judaico, mas estava bem gostoso. Primeiramente, um ceviche muito bem temperado, com romã, coentro na medida, enfim…uma delícia! Aliás, fui lá para comer isso.

Depois uma massa leve ao limão, com tomates frescos, e para finalizar uma torta de maçã verde. Em geral não gosto de torta de maçã porque acho maçuda e doce demais, mas essa estava bem leve e azedinha por causa da maçã verde. Bem gostosa mesmo. O serviço foi atencioso de começo a fim. Quero voltar lá para comer as iguarias judaicas. Quem foi, aprovou.

Agora é esperar a próxima Restaurante Week, no segundo semestre (em SP). O que se tirar deste evento é que: quem respeita o cliente, sabe trabalhar terá o cliente de volta, tornará a casa conhecida e poderá ter sucesso em sua empreitada. Aquele que, de uma forma ou de outra quer tirar vantagem da promoção, ganhar só na hora, ou acha que os clientes são bobos, principalmente num momento econômico como o que estamos vivendo, só perdeu dinheiro ou no mínimo deixou de ganhar, o que para qualquer negócio dá quase na mesma.

Uma coisa que não esperava, tão desacorçoada que estou com a prestação de serviços nacional, foi a gentileza, cortesia, atenção e preocupação com os clientes em 99% dos estabelecimentos visitados durante estas duas semanas. A comida, propriamente, eu até achei que seria boa ou muito boa na maioria dos restaurantes, mas não esperava a boa qualidade de serviços que encontrei. Eu fui só a seis casas (Julia Gastronomia, Le Poème, AK, Tambiú - nesta três vezes, Rosmarino, Casinha de Monet Bistrô), mas, obviamente, tem gente que foi a muitas mais. Quem pode, pode, não só por dispor de $, mas por que tem tempo para empregar em tão prazerosa atividade. De qualquer forma, algumas das casas da RW eu já conhecia (NamThai, o próprio Le Poème, Abruzzi, Arabia(s), Braverie, Chácara Santa Cecília, e vários outros), mas não faria mal voltar a algumas delas com preços tão convidativos e ir às que não conheço.

Para quem puder, ainda tem o almoço e jantar de amanhã. O fato é que o evento já se fixou, vai voltar e melhorado, tenho certeza. E é muito importante que se entre na página da Restaurante Week ( www.restaurantweek.com.br/) para elogiar, dar ideias, criticar, apontar as casas que não são dignas de estar na promoção. Acredito firmemente que esse tipo de ação só vai ajudar a todos, só assim se melhora, se desenvolvem bons negócios. Eu já mandei meu arrazoado.

14

de
março

Por ordem alfabética: cinema, depois gastronomia

O que dizer de Slumdog (Quem quer ser um milionário?) (www.imdb.com/title/tt1010048/ , pt.wikipedia.org/wiki/Slumdog_Millionaire ,

www.foxsearchlight.com/slumdogmillionaire/)? Dá até medo, afinal ganhou mais de um Oscar, se não me engano (faz algum tempo que não presto muita atenção nesse tipo de evento). Já vi muito filme de Oscar, de Mostras de Cinema, de outros prêmios para a produção cinematográfica que se mostra um engodo, um verdadeiro caça-níquel, ou ser louvado até para atender a interesses nem sempre dos mais transparentes.

Mas vamos lá (a minha sorte é que, pela idade, poderão até dizer: ah, tá meio alopradinha, coroca, mesmo…isso é bem mais soft do que o que poderia vir de gente com visão mais radical se meu estado etário não fosse levado em conta): lendo sobre a temática, já achei a coisa meio esquisita, mas sendo o diretor quem é (o mesmo de Trainspotting), quem sabe? E aí se falou do orçamento exíguo, da temática, da direção compartilhada com um local (indiano), etc., etc. Ah, sim, até a trilha sonora foi colocada em evidência.

Então…como me senti? Saindo de um cinema em Calcutá ou Mumbai, depois de ter visto um legítimo produto de Bollywood. Nada contra, mas esse estardalhaço, essa premiação absurda? Give me a break!!! (e com sotaque indiano, por favor!).

Aí fico pensando: então se qualquer um dos nossos diretores (de Central do Brasil, Ensaio sobre a Cegueira, Tropa de Elite, Carandiru, Estômago, etc.) tivesse se submetido a ser o segundo (o codiretor), e fizesse uma fita (antigo, né?) com um diretor bambambã de um país rico a gente já tava lá! Claro que estava!

Slumdog é uma história simpatiquinha, mas bem shallow, em que um rapaz com muita determinação, aliás, teimoso e sortudo, sobretudo, eu diria, vai atrás de seu grande amor e se submete a uma aventura incrível: participar de um quizz show para ser visto por ela e ganhar muito dinheiro por inércia. O que se vê é muita miséria, muita sujeira, seres subumanos, ignorância, crime, gangsteres, o pobre explorando o roto, e por aí vai. Bom, tudo isso junto no que dá? Numa tremenda dor de consciência, culpa mesmo, nos países ricos, desenvolvidos, nos próprios premiadores do filme. Imagine, que horror!! Até eu fiquei meio embaraçada com tudo aquilo. E, olha, que nós vivemos em um país pobrinho, sujinho, ignorantinho. Eu reclamo toda semana da sujeira na rua, da falta de estrutura, da falta de transparência, vontade e competência das autoridades (não sei como ainda não fui presa…), mas o que se vê ali é terrível, mil vezes mais! Ah, sim, e em 60% do filme me deu a impressão de estar assistindo a um documentário da Discovery; só o restante tem a mão de um cineasta mais ou menos.

Voltando ao peso na consciência: você viu, você bateu três vezes no peito: mea culpa, corre pro telefone, pra internet e manda uma grana para não sei que ONG ou comissão humanitária e, pronto, já pode respirar e voltar pro seu castelo (castelo que está meio combalido recentemente com essa tal crise). Enfim, uma premiação paternalista ao extremo, tentando o politicamente correto sem limites, que deixou totalmente de lado o que pretende, supostamente, o Oscar: premiar o grande talento de quem se dedica à arte do cinema.

Pior, localmente, com esse negócio de novela com tema indiano, é capaz de o mercado pirata de DVDs ser invadido por filmes de Bollywood; até mesmo o mercado oficial. Afinal, com um incentivo desses…Aí é que a coisa vai pegar!

Claro que o ator principal é ótimo, a trilha é bem boazinha (eu mesma compraria para ter aquela batida num dia de inverno, chuva, pra animar a alma. Apenas lembrando:o Olodum também pode fazer isso por você), mas eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee????? Pois é, para mim não há comparação entre Frost/Nixon, Milk e mesmo o original (enredo) de Benjamin Button com o tal Slum dog. Tudo é imensamente previsível, o Kiss me final dá até enjôo, o “it is destiny” repetido à exaustão então é de matar! Nunca pensei que iria dizer isso: que injustiça com a indústria americana de cinema.

Bem, gente, por favor, faça o dever de casa, salvem a Humanidade, senão ano que vem tem outro, e assim eu não aguento. E tem uma coisa boa: eu não sabia muito bem como era esse programa (http://en.wikipedia.org/wiki/Who_Wants_to_Be_a_Millionaire%3F ), agora já sei. Quem sabe? Afinal participei, há uns 20 anos, de um programa na TV Cultura (De Olho na Notícia) apresentado pelo falecido e adorável Blota Junior. Não ganhei a viagem para os EUA, mas várias assinaturas de revistas e jornais (os outros prêmios que nos davam, afinal a TV Cultura era meio pobre). Mas o fantástico era a minha torcida organizada, com faixas, pompons, grito de guerra! Isso é que foi bom de fato. Pois é, know-how já tenho, só falta a vontade.

14

de
março

Os Embalos de Sábado à Noite… e que embalos!

Não, não é uma balada dos tempos atuais, não! É o filme mesmo: Saturday Night Fever (Os Embalos de Sábado à Noite - www.imdb.com/title/tt0076666/), a que assisti ontem em dvd.

Minha pergunta: quequiéisso???

Quando comprei o DVD, na pilha do R$ 9,99, pensei que iria rever um filme que marcou época. Na verdade, não. Eu não assisti ao filme no cinema, e não me perguntem por quê. Mas eu sempre tive a impressão de déjà vu, já que vi tantas fotos, clipes, ouvi zilhões de vezes as músicas dos BGs, que aliás são poucas no filme, durante estes 32 anos (o filme é de 1977).

Imagino que se não foi o primeiro trabalho de projeção mundial do John Travolta (www.imdb.com/name/nm0000237/ , pt.wikipedia.org/wiki/John_Travolta, www.travolta.com/), deve ter sido um dos. Depois vieram assemelhados tipo Grease. Lembro-me que esse tipo de filme estigmatizou o JT e para “renascer” como ator levou tempo, suor e lágrimas. Realmente, para quem vê o JT hoje – e eu adoro seus filmes – fica difícil mesmo estabelecer uma conexão entre Manero e Travolta.

De qualquer forma, lá estão os olhos faiscantes, o sorriso inconfundível do Travolta, e seu talento inegável. Claro que também há um balanço corporal muito bom – ele tem uma jinga boa mesmo -, um corpinho de toureiro, de dançarino de flamengo, que se perdeu no limbo (pois é, todo mundo, com o tempo, ganha idade, sabedoria (alguns) e peso (quase todos). Isso é inexorável!), mas mesmo isso não diminui o brilho que JT demonstra a cada filme, tornando-o irresistível.

No mais, é um negócio tão tosco que nem dá para acreditar que fez tanto furor, estamos falando do mesmo ano de filmes como: Taxi Driver, Rocky, Star Wars, Annie Hall, The Spy Who loved me, e por aí vai. Os guarda-roupas são uma queca, os cenários parecem de papelão, os diálogos são um capítulo à parte: alguns desconexos, outros buscando uma grandiosidade que não lhes pertence (vade retro!), tentativas de politicamente correto (“alguém sempre desconta em alguém: meu pai em minha mãe, nós nos latinos, os latinos em nós” – uma fala aproximada do T. Manero), enfim um negócio maçante mesmo! E eu esperando as cenas de dança, disco: qual…tem umas poucas até legalzinhas, mas a maioria é feia e “boring” mesmo! Agora, a chulice do linguajar, recheado de palavrões, de expressões como (desculpem, mas tenho de demonstrar. Quem não suportar esse tipo de linguagem, feche os olhinhos, por favor) trepar, foder, caralho, e por aí vai, é impressionante para a época, para um filme com esse alcance, e sobretudo porque, imagino, o filme não era para maiores de 18 apenas. Além disso há cenas de tentativa de estupro, estupro, nudez, gemidos que caberiam em algum filme pornô tranquilamente, suicídio…Barbaridade, esse era um filme musical, para adolescentes, ou pós, de 3 décadas atrás? Acho que até hoje ele surpreenderia, para dizer o mínimo!

De qualquer forma, como sempre digo, tudo tem seu lugar, sua função, e não terá sido diferente com Os Embalos.

Ainda bem que não assisti à época de sua aparição, eu não teria gostado e talvez tivesse marcado o JT como figura “non grata” e teria deixado de lado a oportunidade de vê-lo em filmes excelentes nestes 30 anos.

Se você tem uma boa lembrança desse filme, não o reveja. Se não viu, não o faça. Fique com as músicas da trilha, BGs, e o talento de sempre de JTravolta.

11

de
março

Le Poème x Deodoro - luta de titãs!

Acabo de voltar do Poème (www.lepoemebistro.com.br/lepoeme.html), que também faz parte da Restaurant Week. Eu já havia ido lá quando inaugurou, ou perto disso. Era o lançamento do Beaujolais Nouveau em 2006, acho. O cardápio foi brandade de bacalhau, um minhom com um molho adocicado (estava muito bom) com purê e um profiterole meio diferente, e só!!! Nenhuma entradinha, um pãozinho de cortesia, nenhuma segunda opção de cada etapa do jantar (foi o único em que encontrei essa limitação de todos que visitei até o momento!). Um serviço gentil, mas hesitante. Quando fui da outra vez (primeira e única até o momento), lembro-me de que a comida era boa, o serviço também estava patinando, e as porções não eram africanas como desta vez.

Não sei por que um restauranteur participa de um evento como RW se quer servir os comensais dessa maneira. Para mim, por ser jantar, o que comi foi suficiente, mas para pessoas com mais fome, ou homens, que normalmente comem mais, as porções são mesquinhas. E por que não oferecer pelo menos uma segunda opção? Dá a impressão de que o restaurante está fazendo o favor de participar da RW. Bem, bottom line: lá não volto não. Essa postura econômica ao extremo, mesquinha mesmo, em um momento em que os restaurantes estão se mostrando em um a vitrine, demonstra falta de inteligência, de respeito aos clientes. Além de tudo, se a comida é boa, também não é tudo isso.

Agora, tenho de corrigir uma injustiça: domingo fui ao Deodoro (www.restaurantedeodoro.com.br/). Restaurante em São Roque do pai de uma colega da empresa. Já havia ido lá há uns dois anos, acho, ou perto disso. Da primeira vez, além da originalidade do lugar em termos de ambientação, achei a comida bem gostosa. Desta vez achei melhor ainda. Comi uma truta ao molho de uvas verdes com arroz de amêndoas, que estava maravilhosa! O couvert também tinha itens muito delicados, embora tradicionais, o que fez toda a diferença. A sobremesa (creme de manga) estava no ponto! Além disso, a simpatia dos proprietários e chef, além da gentileza e vontade de atender os desejos dos clientes devem ser ressaltadas. E as porções são muito generosas. Não sei exatamente preço, pois um amigo me ofereceu o almoço, mas não estará muito fora do que temos por aqui, até porque a qualidade e originalidade da comida são altíssimas. Além disso, o passeio até São Roque é muito agradável! Vale a visita com certeza.

11

de
março

Mais Restaurant Week e o Museu do Futebol! Ahn???!!


Continuando com a Restaurant Week: ontem fui ao Rosmarino (http://www.rosmarino.com.br/ ). No jantar, como já mencionei, são R$ 40,00. O restaurante é bonito, tem uma área no fundo superagradável (estava acontecendo um aniversário com umas 40 pessoas), o atendimento é muito gentil, mas a comida é só mediana. É boa, claro, mas nada de excepcional ou surpreendente. Éramos dois e pedimos pratos diferentes: de entrada uma salada caprese e uma berinjela parmigiana. Prato principal: uma massa com hadoque e um escalope de vitelo. Sobremesa: panacotta e um sagu de frutas vermelhas. Tudo correto, gostoso, mas mediano.

Hoje foi dia do Casinha de Monet (www.casinhademonet.com.br/home/ ). Uma graça de restaurante. Tem uma cave, e só 50 lugares. Atendimento muito atencioso e a comida estava muito boa! Também éramos duas e pedimos uma salada de palmito e tomate fresco picado de entrada, depois um minhom com risoto ao figo e laranja kikan (que é tudo de bom!) e risoto de bacalhau. Sobremesa: profiterole de pão de mel com sorvete e um maravilhosésimo suflê de goiaba com calda de creme de queijo bem leve.

Só para recapitular: o melhor restaurante a que fui até agora, no conjunto, Julia Gastronomia; o ambiente mais bonito/agradável e melhor prato principal: Tambiú (almoço), a melhor sobremesa disparado, o suflê da Casinha de Monet.

Bem, ainda na programação tem o Poème, que já conheço, mas vou ver como está (fui lá logo depois da inauguração, então faz tempo). Depois conto.

Outra aventura do dia: visita ao Museu do Futebol (http://www.museudofutebol.org.br/), no Estádio do Pacaembu. Detesto futebol – minha prima diz que eu sabia e gostava de futebol. Pode ser, mas tudo mudou, hoje para mim não é um esporte de verdade, é puro comércio, vitrine para gente inconsequente, que dá mau exemplo, não tem formação de nenhuma espécie, e uma “cenoura” para muitos, sendo que só poucos chegam lá. Dinheiro demais para pouco resultado!

Enfim, como o museu tem o mesmo conceito do Museu da Língua Portuguesa em termos de imagens, sons, informações, interatividade, fui ver, já que isso deveria ser garantia de boas surpresas. E foi! Mesmo para mim, que tenho diferenças com o esporte da bola, foi muito prazeroso ver a história refletida por todo o museu. Há fotos fantásticas, vídeos ótimos, painéis deslumbrantes, e os jogos interativos são o máximo! Tudo muito organizado, coerente, racional, proveitoso e bonito. A única coisa é que há gente de montão – deve ser um cabidão de empregos – para monitorar visitantes e essas pessoas, com raras exceções, ficam em grupinhos em papo animado. Levam até um susto quando se pede algum esclarecimento, informação. Mas dá para o visitante aproveitar bem o museu mesmo sozinho. Há informações hilariantes, interessantes. Eu vi fotos, ouvi músicas, narrativas dos meus tempos de adolescência e começo da vida adulta. Relembrar é viver mesmo! Se puderem, vão ver, mas não em dia de jogo. O ingresso custa R$ 3,00/meia e R$ 6,00/inteira. Todos os dados de funcionamento e uma panorâmica do museu estão no site aí em cima.

Ah, sim, até Daniela Thomas tem o dedinho lá.  Fez uma galeria denominada “Anjos” que é lindíssima! E a foto aí de cima, somos Silvia e eu, após bater dois pênaltis. O meu o goleiro defendeu!! Pode?!

10

de
março

Eu sei escrever também!!!

Noutro dia, estava conversando com um amigo e me dei conta de que outras pessoas que escrevem blogs, e das quais gosto muito dos textos, escrevem lindas crônicas e/ou contos, e eu não!  Foi traumático!

Mas aí, em defesa da minha honra, escarafunchei minha cabeça e me lembrei de um texto que fiz para o nascimento da Fernanda, filha da minha prima, há trinta anos.  Nossa, fiquei orgulhosa quando o vi o texto que a Fer recuperou para mim!  Espero que gostem!

Momento II

Noutro dia vi um mundo nascer. Nascer das entranhas de um ser como eu. Eu rezei por esse mundo, eu chorei por estar lá, eu queria que ele fosse só meu e que fosse de todos. Ele é lindo. Tem um ar límpido, etéreo, mágico. Tira todas as forças do ser que o gerou, concedendo cada vez mais energia.
Ele é o que todos gostaríamos de ser, que já somos, e nunca mais poderemos ser. Ele é frágil, é vital, aparentemente celestial.

Quando o vi, vindo em minha direção, não pude conter um estrangulamento terrível, que me sufocou, que me fez temer por mim, que me fez gemer de dor. Ele me tirou as forças, a capacidade de raciocinar por um minuto, um minuto apenas, que significou tanto para mim! Festejei sua vinda, vinda que irá apagar os males que eu e outros como eu semeamos, que irá nos ensinar ou relembrar como devemos viver, que irá amar até onde for possível, até que nosso vírus terrível e imbatível também se aposse dele e o torne estéril, sedento pela vinda de novos mundos.

Anuncio o nascimento desse “corpinho” celeste que se chama Fernanda, que despontou às 14:20h do dia 21 de janeiro, com massa aproximada de 2.700g.

SEJA BEM-VINDA!

7

de
março

Restaurant Week,cinema e miscelânea da melhor qualidade!

Bem, ontem foi dia de visitar o Espaço Tambiú (www.espacotambiu.com.br/), que também aderiu ao RW. É um espaço lindo, ali em perdizes. O atendimento é ótimo, a ambientação é fantástica, e o cardápio…a moqueca de pintado e a pana cotta de cupuaçu com calda de chocolate são maravilhosos. Esse é o cardápio do almoço, super bem servido! Vou ver se vou no jantar para experimentar o carré de pacu. Mas se não der, volto sim, pois o cardápio parece muito bom, mesmo que o preço não seja o da RW acho que vale a pena. Ah, sim, o restaurante fica na parte posterior de uma casa linda, muito bem aproveitada. Na entrada está uma loja de objetos de decoração, muito bem montada e agradável também.

E hoje, embora não faça parte da RW, foi a vez de um almoço em casa de Dra. Marly e Dr. Miguel. Uma delícia. Estava tudo gostoso! E a companhia e a conversa, então? Aí não tem pra ninguém! Outstanding!

Logo após um filminho, que senão eu entro em parafuso…Frost x Nixon. Bom, primeiramente, os atores: incrível, mas um dos atores que mais gosto de vez (desde Pride and Prejudice) é o Matthew Macfadyen (www.imdb.com/name/nm0532193/), que faz um papel de destaque. Adorei também sua participação em Death at a Funeral. Não acho que seja fantástico, mas gosto imensamente da figura, se é que me entendem. Depois o Kevin Bacon, que está soberbo num papel supercontido, dramático, denso. E o Michael Sheen (www.imdb.com/name/nm0790688/ ), que está simplesmente soberbo. Mas para mim, o Frank Langella, que acompanho desde o século passado, está admirável. Vi montes de filmes na TV com ele, no cinema sempre teve papéis secundários que valorizava muito, mas como Nixon está incrível. Aliás, comparativamente, eu diria que o Oscar deveria ter sido rachado ao meio: ½ para Sean Penn e ½ para o Langella. Quando o Frost faz a pergunta no final: And the American People? Tudo que passar pelo semblante do Nixon/Langella é indescritível: dúvida, angústia, inquietação, certeza, tristeza, um pouco de vergonha, uma miríade de sensações, sentimentos, em um minutinho. Uma master piece! Além disso, a caracterização do Nixon está ótima!

O filme também traz à tona, o que Milk não trouxe, i.e., não a figura pública apenas, mas o homem Nixon (aliás esse tema é ironizado no próprio filme). Milk trata sobretudo da figura pública, das lutas, da visão de uma pessoa que crê e luta pelo que crê, mas não mostra quem era Milk mais profundamente. Se ele era só aquilo que aparece no filme, despite his contributions, era chato pra nadar! Faltou em Milk o homem Milk…De todo jeito, o filme cumpriu seu propósito.

Quanto a Frost x Nixon, alguns cenários deslumbrantes (Califórnia), mas 90% se passa em estúdio (quartos de hotéis, casa, estúdio da gravação da entrevista, etc.), mas quer saber, a gente nem nota! É quase um thriller de tão interessantes que são as personagens. Não perca!

4

de
março

Chega de fast food!!! Começou a Restaurant Week 2009!

E começou o Restaurant Week 2009 em várias cidades do Brasil (cada cidade tem um período diferente para o evento) (http://www.baressp.com.br/parceiros/restaurantweek/default_2.asp_). Quer mais que isso para deixar pelo menos os paulistanos felizes da vida?

Por preços fixos, 100 restaurantes montaram cardápios a preços fixos para almoço e/ou jantar. Você pode se deliciar em vários locais por R$ 26 no almoço e R$ 40 no jantar. Claro que não estão incluídos: couvert, bebidas, serviço, café. Mas mesmo assim, é um bom negócio.

Além de fazer com que várias casas sejam mais conhecidas, para alegria de proprietários, o evento também provê ajuda financeira social. A página também é muito bem construída.

E, como não poderia deixar de ser, lá fui eu conferir um lugar que não conhecia. O Julia Gastronomia (http://www.juliagastronomia.com.br). Desde o atendimento telefônico, para reserva, tudo é muito gentil. Os garçons, o maître, a proprietária, enfim um ambiente superagradável; o restaurante é relativamente pequeno, então não vá sem reserva, senão pode ter de esperar (hoje, depois das 20.30h. lotou). Os pratos sugeridos para o evento são bem variados. Os que escolhi estavam uma delícia e considerando que cada “pacote” compõe-se de entrada, prato quente, sobremesa, e que fui no jantar, o que é servido é mais que suficiente para matar a fome e deixar a gente bem. O Julia tem uma proposta muito interessante. Os pratos têm combinações divertidas, harmônicas, cujo resultado é um sabor refinado. Tudo muito leve!

Ouvi de uma amiga que uma conhecida foi a um restaurante (minha amiga não se lembrava do nome. Pena!) e achou as porções miseráveis. Pode acontecer. A própria página da RW indica vários cuidados a serem tomados. Infelizmente há restauranteurs gananciosos como há profissionais gananciosos em qualquer outra área. O que poderia ser um grande marketing para o restaurante, acaba se transformando em desestímulo ao novo frequentador. Não dá para entender, mas é assim mesmo. Tem raciocínio empresarial de todos os níveis. Mas o empresário, dono de restaurante que souber trabalhar neste evento, seguramente sairá ganhando.

Eu, por exemplo, nunca tinha ido ao Julia. Já havia lido boas resenhas, mas há tantos restaurantes em SP…Se eu tiver que ir novamente, vou com prazer. Claro que os preços serão bem outros (é salgadinha a coisa), mas uma vez ou outra vale a pena.

Vou tentar ir a outros até o final do evento. Depois conto.

1

de
março

Um pouco de tudo: calor, plantas, Wall-E, livros! Ufa!

Outro dia fantástico! Assim eu não aguento…Não sou fã do calorão sem trégua, mas como estávamos mofando com tanta chuva, céu sem graça, não dá para não agradecer pelos lindos dias que temos tido. E, com tanto calor, melhor fazer como os bichos que se resguardam na sombra. Então nada melhor que uma esticada pelo bairro, bem soft, um lanchinho esperto, e muita sombra e suco, e água, e suco, e água e sombr.

Outra delícia é mexer nas plantas! Hoje dei um trato nas minhas: jasmineiro (que ganhei do Cássio), lichia que plantei e está brotando, hortelã, manjericão, alecrim, uma planta que deram na empresa no ano passado, uns colegas me repassaram, e está indo superbem (acho que é uma superárvore, não me lembro do nome…vamos ver), ameixeira bonsai, romãzeira bonsai, uma montagem de suculentas que está indo que é uma coisa, dois vasos de gerânios que dão flores supercoloridas, um hibisco, um alho (que eu plantei), e 2 vasos de calanchue, que adoraram o lugar e estão virando uma floresta…Toda as plantas estão indo bem na varanda, o que me deixa contentíssima. Quando agosto chegar, vou replantar todas…aí é que eu quero ver…mas até lá é aguar, limpar e colocar um energético, e olhar para elas com enlevo! São todas lindas!

Bem, já que não dá para sair e aguentar esse calor (já foram 3 banhos hoje)…então chegou a hora de ver Wall-E (www.imdb.com/title/tt0910970/ e pt.wikipedia.org/wiki/Wall-E ) que eu não havia visto no cinema. Comprei o DVD para assistir na hora em que tivesse vontade, e o dia foi hoje. No começo do desenho (ou animação, como queiram) tive de dar um pause. É que, bem naquela hora, vieram os passarinhos que vêm todos os dias se banhar em duas vasilhinhas de água que ponho na varanda. Não sei o nome (Dra. Marly me disse, mas não me lembro). Sei que são cinza com peito amarelo, pequenos, e cantam alto, alto! E lindo! No início colocava a água achando que eles beberiam. Mas o que eles fazem mesmo é tomar muitos banhos ao dia. E quando o dia está claro, quente, sem chuva, aí é que eles vêm mesmo. Há outros que rondam, mas não param: beija-flores negros (estes, de vez em quando, dão um rasante dentro de casa), andorinhas (que fazem de uma árvore frondosa do I.E.E. Fernão Dias – quase em frente de casa – seu ninhal e revoam no final do dia para se acomodar ali para a noite). É um espetáculo lindíssimo, de embasbacar.

Mas voltando ao desenho: realmente o Wall-E é muito interessante como enredo, como efeitos, como trilha sonora. Lindo demais! Nem Supersize me, o filme, conseguiu mostrar tão contundentemente, nem tão lindamente, o caminho que se está trilhando com a má alimentação, com a falta de exercícios, não exercícios em academia, mas o simples ato de andar, de levantar-se, de fazer tarefas diárias simples, e por aí vai. Além disso, o tema “o mundo está virando um lixão” é impactante. Nada mais marcante do que La Vie en Rose interpretada naquele mundo cinza, sucateado, sem ar, oco, solitário! Agora, que eu quero um Wall-E pra mim, aaah, isso eu quero! Um robô inteligente, assertivo, sensível? Quem sabe um dia! Até a EVE fica esperta e sensível pelo contato com o sucatinha do Wall-E.

Mas o mais importante, sem dúvida, é o que todos nós sabemos e muitas vezes deixamos escapar: a magnitude da beleza do Wall-E estava lá dentro, mesmo com aquela carapaça feia, suja, remendada! Mesmo sendo ultrapassado. Quantas vezes não se prefere ignorar isso para ficar com o exteriormente aprazível, com o conveniente, com o “shallow”?

O filme passa-nos várias tarefas de casa: (a) cuidar do que se come, sem ser xiita; (b) largar a acomodação, deixar a preguiça exagerada de lado; (c) reciclar, reciclar, reciclar (alguém já me disse que os processos de reciclagem, pelo menos por aqui, não são efetivos como imaginamos. Não importa! É insistir, insistir, insistir. Um dia a gente chega lá!); (d) olhar para dentro do outro. Como escrevi recentemente a uma pessoa, eu sou a medida do outro, e todos somos. Mas mesmo sendo assim, dá para olhar o outro com despojamento, com interesse, com curiosidade, e aí a gente pode fazer grandes descobertas, gente que vale a pena de fato, gente para se cultivar até o final dos tempos.

E aos que têm horror, pavor, nojo de baratas, o desenho deixa claro: elas estavam aqui antes de nós, continuam e vão sobreviver a nós. Então respeito ao sacar o chinelo ou o aerossol! Elas não são de brincadeira, não!

Ah, outra coisa. Algumas pessoas, que sabem que sou leitora contumaz, têm me perguntado sobre livros, o que tenho lido, o que poderia indicar (não que eu seja entendida, mas leio tanto que alguma coisa sempre aparece para indicar), e eu disse que não tenho nada por enquanto. Explico: tenho lido várias coisas (e.g. Essas Malditas Mulheres, Dalton Trevisan; Crônica da Estação das Chuvas, Nagai Kafu, etc.), mas nada que eu pudesse aconselhar sem senões. Voltei a ler, depois de algum tempo, minha querida P.D. James. Com ela não tem erro, para quem gosta do gênero, e eu gosto muito! Também já reli um Calvin e Haroldo e estou começando outro. Muito divertido! O CH é uma Mafalda menos realista, mais soft, e mais endiabrada. Então fica a dica P.D.James, qualquer coisa (o que estou lendo é Trabalho Impróprio para Mulheres), e Calvin e Haroldo (em inglês ou português) para dar boas risadas e pensar um pouquinho na vida.

Bem, licença, os passarinhos voltaram…sim, mesmo a esta hora…vou espiar.

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