30
de
março
O domingo prometia, mas nem tanto!
Comecei com uma visita a Hime e fillhotes (um já foi, restaram Matsuri e Frederico). O Frederico seria da pessoa que cedeu o macho para cruzar com a Hime, mas a pessoa está indecisa. Ele é lindo demais, tranquilinho, um docinho. Se eu tivesse certeza que poderia cuidar dele como precisa e merece teria me candidatado a cuidadora postiça, mas esse não é o caso, pelo menos não no momento. Então fica pra outra vez. Peninha mesmo, porque simpatizei demais com esse garoto. Enfim, aqui estão as fotos / filminho que fiz do grupo (http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/Hime0320091?feat=directlink) .
Depois foi a vez do aniversário de 90 anos de Da. Lídia. A data é 30/3, mas a festa foi hoje. Uma emoção só, muita surpresa, discurso do neto que organizou tudo com a nora (Ana Rosa). Quatro gerações presentes! Teve muita conversa, como só poderia acontecer em casa de família italiana, teve música (o Bruno cantou coisas lindas, como Nessun dorma – adoro esta. É uma ária que eu poderia ouvir o dia inteiro sem parar, e muito mais). Foi uma festa muito alegre, que emocionou a todos. E tinha lá a prima de Da. Lídia, Da. Romilda, de 82 anos, que tem uma vivacidade, uns olhinhos azuis, uma animação incríveis! Mora na Javaés desde criança e nunca saiu de lá! E é camiseira de mão cheia até hoje! Rolou muita história, muita recordação, e muita alegria! Comida gostosa. Pena que não deu para ficar até o fim, que parece teve ainda mais festa e emoção. Um viva para Da Lídia, então. Ah, sim, e teve até poesia (de Miguel Torga) dita por Da Mimosa – uma portuguesa, simpaticíssima – que emocionou a todos. Realmente um evento como poucos!
Ah, sim, e conversando com Da. Lídia e Da. Romilda, me bateu a impressão fortíssima de que eu gostaria muito de ter convivido com elas quando meninas, jovens depois. Tenho certeza que a gente teria se dado bem e divertido muito! Fica pra outra vida…
Também foi dia de O visitante (http://www.imdb.com/title/tt0857191/). Um filme interessante, sobretudo porque mostra americanos bebendo do próprio veneno ou remédio, como queiram. A história é sobre um professor que tem seu apartamento de NY (uma segunda casa) “invadida” por um casal muçulmano (uma senegalesa e um sírio) por engano. Na verdade, eles foram enganados por alguém que sabia que o apartamento estava vago há tempos e colocou os dois lá, “alugando” o imóvel. Quando o verdadeiro proprietário chega (um homem macambúzio, fechado, de raras palavras, e que, percebe-se, não sabe bem o que fazer com seus sentimentos) começa o “imbróglio”. O contato entre seres tão diferentes gera amizade, carinho, aulas de tambores típicos e por aí vai. O filme é comovente por tudo: pela justiça, pela injustiça, pelos relacionamentos que surgem do nada generosamente, pelos que se rompem cruelmente, pelo beco sem saída em que se meteram os próprios americanos, sobretudo depois do 11 de setembro. Filme denso que vale a pena. A ação é reduzida, mas a pintura das personagens é primorosa e profunda. Se puder vá ver, mas leve o lencinho!
Depois uma comédia, que ninguém é de ferro! Irma Vap (http://www.omisteriodeirmavap.com.br/ ). A peça estreou em SP em 2008. Deixei (convenci minhas amigas também) passar um tempo para rever a peça (já havia visto o espetáculo duas vezes quando encenado por Nanini e Latorraca entre 1986 e 1998). A direção novamente é da Marília Pera. A peça é um non-sense da melhor qualidade. Besteirol puro, mas muito divertido mesmo. Como há muitas trocas de roupa, algumas realizadas em segundos, os dois atores atuais (Marcelo Médici e Cássio Scapin) tem de estar muito azeitados. Por isso esperei, pois ,diferentemente de outras peças em que os atores também levam um tempinho para se ajustar, aqui o ajuste é muito mais crítico. Foi uma espera compensadora. Claro que fui ver a peça com certo cuidado, com certa dúvida - será que vai ser tão bom quanto a montagem antiga? E foi. Os dois atores estão muito bem, mas para mim o Médici está melhor, mais seguro, é mais a praia dele do que do Scapin. De qualquer forma, o espetáculo convence, vale a entrada, diverte muitíssimo. Dá sim para ver até duas vezes para quem nunca havia assistido ao espetáculo. Não seria nenhum exagero. Portanto, se puderem, vão ver. Desopila, não compromete. Vale quanto pesa.



