
Esta semana foi demais! Mas no bom sentido, claaarooo!!
Além de estarmos vendo céu azul e sol firme pela primeira vez no verão de SP, o que deixa tudo mais bonito, apesar das altas temperaturas e da chuvarada que continua castigando a cidade em vários momentos, teve muito mais.
Puxada de ferro básica, senão o meu cuidador (Marcos) me mata…e depois só diversão. Primeiro foi o show no Paon, na 4ª. Grupo Vox, que está sendo trabalhado pelo Cantando na Chuva. Os meninos têm uma voz linda, cantam “a capella” muito bem – só faz isso quem sabe e pode – mas o show é muito pobre. Começa pelo guarda-roupa, vai pelo cabelo, pela falta de uma voz grave no grupo (é playback que faz as vezes) e som instrumental gravado também. Se o André Hã estivesse na produção musical, tenho certeza de que eles fariam uma apresentação muito melhor. Até porque eles têm capacidade/qualidade vocal (sou leiga, mas como a maioria é leiga mesmo, então acho que dá para confiar um pouco na minha opinião auditiva). Os meninos são carismáticos, simpáticos, e se bem orientados podem ter um caminho luminoso. Mas do jeito que está, não vai dar não.
Na 5ª., o Marco (uma pessoa que sempre me cumulou de atenção e gentileza, mesmo a gente não tendo uma convivência como tenho com outros amigos) ofereceu um jantar-churrasco na casa dele. Lá estavam outros amigos, a comida estava ótima, a gentileza e atenção do Marco também estavam lá. Era aniversário de outro amigo (Alexandre), então foi um encontro bem alegre. Só posso agradecer ao Marco pela oferta do jantar, pela acolhida em sua casa, o que não tem preço. Pena que não pude ficar até o final, pois a semana vinha sendo bem dura em termos de trabalho (carga e horário também), então “duty before pleasure”!
A 6ª. foi pesada no trabalho (como sempre digo, na minha profissão, não é o que ou quanto se faz, mas como se tem de fazer, i.e., a pressão é imensa muitas vezes e a gente tem de administrar para poder dar resultado), então que venha o fim de semana!!
E ele veio!!!! Graças!!!
Tinha um passeio programado para hoje, que não vingou, mas aí tudo ficou igualmente bom:convite para um chá com Da. Adina, minha vizinha de um prédio em que morei até 6 anos atrás, e que conheço há mais de 20. Com 81 anos ela é uma fortaleza, conversa como ninguém, uma delícia de troca de idéias. E a postura, o garbo. Nada de costas inclinadas, tremores, indecisão…passos firmes, andar ereto, conversa pra encher o cérebro e o coração. Tudo de bom!
O chá foi às 17h. (of course!!), mas o dia rendeu. Há várias semanas que não tomo um tempo com tranquilidade para passear pelo bairro que, modestamente, acho um dos melhores do mundo! Em 4 ou 5 quarteirões resolvo a minha vida, em termos práticos: tem sapateiro, reformas de roupa, lavanderia, florista, lojas de todos os tipos, farmácia, supermercado, materiais elétricos, restaurantes, lanchonetes, etc. Além disso, tem muito verde, tranqüilidade e, apesar de ser SP, ainda bastante segurança. Andei pela rua Pinheiros. Sempre passo por ali, mas não caminhava por ela de forma tranquila e atenta há algum tempo. Depois que as obras do metrô começaram, de um buracão a céu aberto virou uma rua charmosa. As calçadas foram refeitas, o comércio se reorganizou (algumas lojas/comércios antigos fecharam, novos já se instalaram), enfim ficou mais bonita, está se sofisticando um pouco. Daqui a pouco a estação da Fradique vai estar pronta, então aí o metro quadrado vai ser um arraso (já deve ter subido muito). Ainda há espaços para instalação de novos negócios, mas poucos. Quem aguentar até a inauguração da estação de metrô vai ser recompensado seguramente. Foi ótimo rever com calma e atenção um pedaço do bairro de que gosto tanto.
Depois de almoço em uma hamburgueria ali na Pinheiros, 681 (Twin), que estava bem gostoso (o atendimento foi nota 10), descarregar umas comprinhas em casa (ah, sim, os preços na região não são metidos. Há lugares ótimos – bazares de montão – para compras), e cinema antes do chá que ninguém é de ferro.
Hoje foi a vez de Foi apenas um sonho (Revolutionary Road - www.imdb.com/title/tt0959337/), com Di Caprio e Winslet. Isso mesmo o “casal Titanic”. Os dois estão muito bem no filme. Ótimos mesmo. Há também a Kathy Bates que, me perdoem os bonitinhos, mesmo não sendo uma musa em termos de beleza tem um brilho que só ela. As curtas participações da Bates ficam na memória. O Michael Shannon (queeeem??? Google pls, porque ele já fez zilhões de filmes - www.imdb.com/name/nm0788335/ ) também está ótimo. Apesar de fazer uma pessoa com problemas nervosos, é o único sensato total do grupo.
O filme é bem interessante, discute com profundidade e sensibilidade as relações humanas. Há ali o que escrevi no meu post de 21 de janeiro – Feliz Aniversário! Mulheres que não nasceram para, não queriam e são mães. Mulheres que não puderam/podem fazer a escolha sobre o que desejam de fato para si. Não decidem sobre seu próprio corpo.
Mas o forte mesmo é a dificuldade dos relacionamentos, mesmo entre pessoas que se conhecem supostamente bem, se dão bem, se gostam (post de 24 de janeiro – Mirei uma coisa…). Não tem como, sempre haverá a surpresa, ou melhor, a decepção. As pessoas mudam, então a pessoa com que se estabeleceu um vínculo ontem, não é a mesma hoje e não será a mesma amanhã. A questão é: quanto é preciso gostar e aceitar para se levar esse tipo de convivência adiante? Na minha opinião, a pergunta é outra: qual é o grau de anulação e acomodação necessário para levar esse tipo de convivência adiante? Me digam vocês! Enquanto há sexo, ainda vai, depois…complica. Por isso sempre digo: vida a dois para dar certo é vocação, não é herança genética ou antropológica.
Os atores conseguem criar um clima opressivo, angustiante. Fica claro que (lembrem-se!) sonho é tudo! Quando ele acabar, a gente acaba como ente criativo, ativo,feliz. Não há substituto para o sonho. Minha mãe dizia: o melhor da festa é esperar por ela. Concordo 100%. Claro que a festa tem de chegar, mas aí nem importa se ela é tão boa, o que veio antes (o sonho) já compensou. Foi assim que aprendi a viver a vida, e não tenho queixas.
Di Caprio e Winslet me pareceram bem envelhecidos – e não é só pela temática do filme, enfim, vai saber…O ritmo é ótimo, há mudanças no meio do caminho (meio esperadas, mas gerenciadas com maestria, o que as torna interessantes), e o final do filme é emblemático, principalmente para os homens…O problema é que os casados (homens), a partir desse final, sofrerão vigilância e sabatinas mais apuradas de suas companheiras. Watch out!
E pasmem, desta vez o título em português está melhor que o original, mesmo sendo diferente! Deu mais peso ao que o filme pretende mostrar! Inacreditável!!!
O filme se passa em 1955. A trilha sonora traz muitos hits da época e é ótima.
O diretor é o Sam Mendes (Cabaret, Road to Perdition, American Beauty), então só podia dar nisso. Em resumo, o filme é ótimo, não dá para chorar, mas dá para incomodar, fazer pensar, estetivamente é bonito, que já está de bom tamanho.