Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

28

de
fevereiro

Um dia insolitamente lindo!

Que calor! Que beleza de dia! Um dia digno para se andar por aí, sem destino e sem tempo contado, para sentar e ler um livro, uma revista, olhar a vida passar, ouvir uma musiquinha, conversar (melhor que isto não tem!), tomar um sorvete, um refri, um suco, enfim, apreciar a vida como não se pode fazer todos os dias, infelizmente.

Então…foi um dia superlight! Primeiro cuidar das coisas domésticas. Sempre tem uma ou outra e já que ninguém faz pra mim, vamos lá!!!

Depois, com muita calma, fui visitar a Fundação Cultural Ema Gordon Klabin (www.fcegk.org.br/), ali na R. Portugal. Uma delícia de lugar. Logo que li a história da Ema colecionista, vi o acervo em catálogos, me “rang a bell”. Não deu outra, ao começar a visita monitorada (só há visitas assim, com 10 pessoas no máximo – veja os dias e horários no site) - aliás, quem monitorou o meu grupo (5 pessoas) foi o Tiago, uma graça de menino!- revi, consideradas as devidas proporções, a Frick Collection, meu museu preferido em NY. O Frick, que também é uma casa-museu (acho que escrevi no meu blog da viagem a NY – 2007), está disposto como está disposta a Ema Klabin (a coleção da irmã – Eva – fica no RJ. Parece linda, um dia vou lá, mas é diferente. Aparentemente a Eva Klabin organizou sua casa por tema, época, enfim, tem uma linha lógica). Há de tudo em todos os lugares. Mas tudo muito harmonioso, obras maravilhosas (há algumas que datam de milhares de anos A.C.), obras de todos os cantos do mundo. Chagal, Portinari, Renoir, enfim um paraíso para os sentidos! O Frick também fez assim – há de tudo por toda parte da casa (maior que a da Klabin). Ele olhava para a casa e colocava a obra onde achasse mais bonito, mais harmonioso. A casa da Ema Klabin tem 4M m2 de área total, mas 900 de área construída. Há salas enormes, mas só dois quartos. Ninguém pernoitava na casa dela a não ser a irmã, ou amigos extremamente íntimos e excepcionalmente. O banheiro dela é uma coisa! Todo em vidro temperado, i.e., as paredes do banheiro são de vidro branco temperado! Maravilhoso! E estamos falando de 1955 a 1961! É um prazer caminhar por ali, perceber o cuidado e a sensibilidade da Sra. Klabin! A visita levou 90 minutos, portanto, não se programe para menos, não dá, tem muito para ver e rever! Em abril ou maio vão expor o guarda-roupa dela. Deve ser algo interessante pelas fotos que vi pela casa. É um lugar para ir de tempos em tempos, respirar toda aquela beleza. Que grande contribuição nos deu a Sra. Ema Klabin. Aí vai um link para dar uma idéia do que é o espaço (só se pode fotografar e filmar as áreas externas). (http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/FundKlabin1?feat=directlink#5307974880371993586 )

Ah, sim! Em 2004 acho, a Pinacoteca de SP expôs muito dos acervos das irmãs Klabin (Eva e Ema) e eu tive a sorte de ver tudo, ao vivo! Estou duplamente recompensada pelas oportunidades.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas tenho algumas observações: o calçamento do jardim está muito danificado. Há locais em que foi feito um remendo grosseiro, outros estão com grandes buracos. Não é para ser assim, pois a Fundação provê $ necessário. Outra coisa é a falta de identificação nas peças. Não há nenhuma. Os monitores vão apresentando as peças, mas uma identificação individual complementaria o trabalho deles e permitiria aos visitantes ter informações completas do acervo.

Bom, depois dos energéticos necessários para minha criatividade, arte e sonho, um cineminha. Fui ver Rumba (www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,estreia-rumba-brinca-com-o-humor-politicamente-incorreto,330192,0.htm // www.rumba-film.mk2.com/ ). Conselho: se você não estiver num dia insólito, psicodélico, de mente aberta, não vá. É um filme francês, em que quase dá para se contar os diálogos nos dedos das mãos, e , pasme!, classificada como comédia. Mas, em minha opinião, é muito interessante, tem cenas sublimes, lindas mesmo (a sequência da chuva após o incêndio – sim…há um incêndio!!), e o humor eu diria que é cruelmente hilário. Outra coisa: não sei por que se chama Rumba. Não sou especialista em ritmos, mas o que mais tem no filme é bolero. Bom, isso não tem importância. O importante é a performance, sobretudo de Fiona Gordon e Dominique Abel. É um non-sense só, mas muito bom, muito divertido, comovente em muitos momentos. Vale a ida ao cinema e são só 90 minutinhos!

Ah, sim! Tentei ver a peça Nu de mim no SESC Paulista. Entradas, só para dia 8/3! É mole?

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