17
de
janeiro
Primeiro dia do fim de semana!
Bem, como ontem à noite extrapolei nas lidas domésticas (muita furadeira, muito parafuso, muito arrasta móvel, etc.), e como hoje pela manhã abri os olhos pensando em mudar um monte de coisas de novo (volta móvel pra sala, vai um do quarto para a área de serviço, o que estava na sala vai para o quarto, e aí aparece um monte de coisas para jogar fora, olhar, etc.), o dia pós-combate foi de descanso. Ficar em casa para recuperar as energias para o segundo dia do fim de semana.
Aproveitei o descanso para ver dois dvds (da mesma forma que os videocassetes, não é a minha ver filme em casa, mas tem alguns que comprei porque achei interessantes, então vamos lá…) e terminar de ler um livro. Na verdade, só fui à rua para falar com meus vizinhos do sebo Bibliomania. Mas foi rapidinho.
Então, aos filmes! Primeiramente, Madame Butterfly (http://pt.wikipedia.org/wiki/Madama_Butterfly). DVD gravado em 1974, com Plácido Domingo e Mirella Freni. Só para localizar quem nunca viu nenhuma versão desta ópera ou não se lembra, se foram ver Miss Saigon, viram uma Butterfly moderninha. Claro que um é ópera e o outro um musical, mas o “plot” é basicamente o mesmo. Palmas para Puccini que inspirou o pessoal da Broadway! Na verdade, eu sempre gostei muito da sonoridade, da música da Butterfly, mas não do libreto. Acho que é por causa do Pinkerton, aquele ser desprezível, além de canalha, covarde também. A Butterfly é sublime! Não creio que ela reflita só a alma feminina, mas a alma de todos os que crêem, que sonham, que investem em pessoas, que gostam de fato e pelos seus queridos se doam. A história poderia ser de um “Madamo Butterfly”… não faria diferença. O P. Domingo está muito bem - também, 34 anos atrás, né?! (ooh, maldade!! Ele sempre esteve muito bem). E a regência, neste dvd especificamente, é do Herbert von Karajan.
A obra vale por si; todos reconhecerão trechos musicais que são amplamente utilizados por aí. Lindo mesmo.
Mas depois de algo tão pungente, uma coisinha mais alegre, que ninguém é de ferro! Então, nada melhor do que Dance Comigo (Carefree - www.imdb.com/title/tt0029971/) com Fred Astaire e Ginger Rogers. O filme é de 1938, portanto…tem 71 anos…e não perde para muita coisa que está pelas telas de tv ou cinema. Hollywood já declarava sua vocação de fazer sonhar, rir com grande estilo; já mostrava sua sofisticação com técnica ou tecnologia, como queiram. Eles conseguiam os efeitos especiais imagino que na raça mesmo, na engenhosidade, na criatividade. Há lances fantásticos, como quando FA dança em um salão, rodopiando por mesas, colocando um pé na mesa, alavancando a GR e fazendo com que ela gire sobre ele. Incrível! Não só pela audácia do movimento, pela beleza, mas porque a gente vê que o FA era pequenininho, magrinho, mas naqueles movimentos parece um gigante, tal a leveza, a facilidade. Se é montado ou não, não sei, mas é uma delícia de ver!
Eu assisti a muitos dos filmes do FA quando era adolescente. Passavam na tv, na Sessão da Tarde, e eu adorava!. Primeiro fazer lição, estudar, depois ver os filmes. E os musicais do FAstaire eram um programa imperdível! Olhando hoje, com muuuitooo distanciamento, dá para rir ainda, de coisinhas ingênuas; dá para se surpreender com algumas cenas, mas sobretudo a gente acaba prestando atenção a coisas como:(a) cabelo da GRogers: amigas, não há chapinha no mundo que faça aquilo! É levantar, deitar, dormir, acordar, dar tiro, dançar feito louca, e nada sai do lugar, tudo lisinho e brilhante! (b) E a gomalina que os cavalheiros usavam, hein? E o corte masculino de cabelo? Tudo certinho, quase todos iguais, uma lindeza! (c) Além disso, os longos e os fraques para ir até em piquenique no parque? Que classe!
E os números de sapateado são maravilhosos! Neste filme há um em que a GR dança como se estivesse hipinotizada pelo FA. Tudo de bom! Se não viram, não lembram deste filme, experimentem. Vão gostar!
Tenho outros dvds para ver, vamos ver se vou fazendo isso aos poucos e dando meus palpites.
E amanhã é dia de cinemão, se Deus quiser.











