Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

17

de
janeiro

Primeiro dia do fim de semana!

Bem, como ontem à noite extrapolei nas lidas domésticas (muita furadeira, muito parafuso, muito arrasta móvel, etc.),  e como hoje pela manhã abri os olhos pensando em mudar um monte de coisas de novo (volta móvel pra sala, vai um do quarto para a área de serviço, o que estava na sala vai para o quarto, e aí aparece um monte de coisas para jogar fora, olhar, etc.), o dia pós-combate foi de descanso. Ficar em casa para recuperar as energias para o segundo dia do fim de semana.

Aproveitei o descanso para ver dois dvds (da mesma forma que os videocassetes, não é a minha ver filme em casa, mas tem alguns que comprei porque achei interessantes, então vamos lá…) e terminar de ler um livro.  Na verdade, só fui à rua para falar com meus vizinhos do sebo Bibliomania. Mas foi rapidinho.

Então, aos filmes!  Primeiramente, Madame Butterfly (http://pt.wikipedia.org/wiki/Madama_Butterfly). DVD gravado em 1974, com Plácido Domingo e Mirella Freni.  Só para localizar quem nunca viu nenhuma versão desta ópera ou não se lembra, se foram ver Miss Saigon, viram uma Butterfly moderninha.  Claro que um é ópera e o outro um musical, mas o “plot” é basicamente o mesmo. Palmas para Puccini que inspirou o pessoal da Broadway!  Na verdade, eu sempre gostei muito da sonoridade, da música da Butterfly, mas não do libreto.  Acho que é por causa do Pinkerton, aquele ser desprezível, além de canalha, covarde também.  A Butterfly é sublime! Não creio que ela reflita só a alma feminina, mas a alma de todos os que crêem, que sonham, que investem em pessoas, que gostam de fato e pelos seus queridos se doam.  A história poderia ser de um “Madamo Butterfly”… não faria diferença.  O P. Domingo está muito bem - também, 34 anos atrás, né?! (ooh, maldade!! Ele sempre esteve muito bem).  E a regência, neste dvd especificamente, é do Herbert von Karajan.

A obra vale por si; todos reconhecerão trechos musicais que são amplamente utilizados por aí.  Lindo mesmo.

Mas depois de algo tão pungente, uma coisinha mais alegre, que ninguém é de ferro!  Então, nada melhor do que Dance Comigo (Carefree - www.imdb.com/title/tt0029971/) com  Fred Astaire e Ginger Rogers.  O filme é de 1938, portanto…tem 71 anos…e não perde para muita coisa que está pelas telas de tv ou cinema.  Hollywood já declarava sua vocação de fazer sonhar, rir com grande estilo; já mostrava sua sofisticação com técnica ou tecnologia, como queiram.  Eles conseguiam os efeitos especiais imagino que na raça mesmo, na engenhosidade, na criatividade.  Há lances fantásticos, como quando FA dança em um salão, rodopiando por mesas, colocando um pé na mesa, alavancando a GR e fazendo com que ela gire sobre ele. Incrível!  Não só pela audácia do movimento, pela beleza, mas porque a gente vê que o FA era pequenininho, magrinho, mas naqueles movimentos parece um gigante, tal a leveza, a facilidade. Se é montado ou não, não sei, mas é uma delícia de ver!

Eu assisti a muitos dos filmes do FA quando era adolescente.  Passavam na tv, na Sessão da Tarde, e eu adorava!. Primeiro fazer lição, estudar, depois ver os filmes.  E os musicais do FAstaire eram um programa imperdível!  Olhando hoje, com muuuitooo distanciamento, dá para rir ainda, de coisinhas ingênuas; dá para se surpreender com algumas cenas, mas sobretudo a gente acaba prestando atenção a coisas como:(a) cabelo da GRogers: amigas, não há chapinha no mundo que faça aquilo!  É levantar, deitar, dormir, acordar, dar tiro, dançar feito louca, e nada sai do lugar, tudo lisinho e brilhante!  (b) E a gomalina que os cavalheiros usavam, hein?  E o corte masculino de cabelo?  Tudo certinho, quase todos iguais, uma lindeza!  (c) Além disso, os longos e os fraques para ir até em piquenique no parque? Que classe!

E os números de sapateado são maravilhosos!  Neste filme há um em que a GR dança como se estivesse hipinotizada pelo FA.  Tudo de bom!  Se não viram, não lembram deste filme, experimentem. Vão gostar!

Tenho outros dvds para ver, vamos ver se vou fazendo isso aos poucos e dando meus palpites.

E amanhã é dia de cinemão, se Deus quiser.

16

de
janeiro

Que Semana!!!

Primeiramente tenho de fazer uma confissão: não vi todos os vídeos que tinha em casa, encostados há anos (E a limpeza de 2008 já começou! - 30/12/2008) .  Foi-se o equipamento de videocassete e foram-se as fitas, graças!  Silvia, enjoy!  Eu não tive paciência para rever alguns e ver outros a que não havia assistido anteriormente.  Ai, como é difícil esse desprendimento!!!!  Mas foi um alívio no final.

Enfim, rewinding…Nesta semana, recomecei meus exercícios de reforço muscular (é assim mesmo que se diz, não é musculação, “puxar ferro”, nada disso! Embora seja tudo igual).  Como eu odeio, detesto, esconjuro essa coisa de academia, suor, “gemeção”, “bufação”, roupas esquisitas, etc., etc., foi um sacrifício.  Na verdade, eu só voltei, após 6 meses de distanciamento alegremente autoimposto, porque morro de medo de ter novamente um problema de saúde que tive há 4 anos. Dores impeditivas: difícil sentar, difícil levantar, difícil andar, difícil trabalhar, difícil dormir.  Viram por que eu tinha/tenho medo? Pra mim, que liberdade (de movimento, de ir e vir, de pensar, de estar, de expressão, de decisão, de querer, de desistir, de fazer, refazer ou não fazer, e todas as outras liberdades que houver) não tem preço ou equivalente em nenhum nível humano, alguma coisa que me tolha (ôôôh, palavrinha feia) é de causar arrepios.  De qualquer forma, como confio muito nos profissionais que me supervisionam (aliás, eles são um refrigério: Marcos e Gilberto) e amenizam a chatice que é fazer aqueles exercícios, confio nos equipamentos desenhados pelo responsável pelo Inst. Biodelta (Dr. Santarém), e sei que isso é para toda a vida se eu não quiser ter recidivas e passar o que já passei; então, vamos que vamos!  Na verdade, nem foi tão ruim assim.  Daqui a algum tempo, quando eu retomar a mesma forma que tinha há 6 meses, farei um videozinho para os amigos.  Assim eles terão noção de “com quem estão se metendo”! Uaaaaa!

Bom, agora chega de palhaçada e vamos ao assunto “creepy” da semana: reunião de condomínio!  Aaah, isto sim faz o sangue gelar, os pelos arrepiarem (em inglês: goose flesh ou goose pimples - simpático, né?), a cabeça doer, o coração acelerar, o suor verter…Moro em condomínio há uns 25 anos (antes foi só em casas).  Tudo poderia ser uma maravilha, não fossem os condôminos! Brincadeira!  Na verdade, tanto faz prédio, casa, simples, de luxo, na cidade, no campo,na praia…em todo lugar há gente sem um mínimo de bom senso, querendo tirar vantagem, vendo apenas os seus interesses e por aí vai.  É que, em um condomínio, as pessoas são mais interdependentes, têm um “atrito” epitelial mais contínuo: há o elevador, as áreas comuns, o teto e o piso do apartamento, que acaba se refletindo em quem está embaixo, as áreas de lazer, quando existem, etc., etc.  Além disso, há interesses supostamente comuns: é preciso manter e/ou beneficiar o prédio, o imóvel, visando a segurança dos moradores, o investimento no imobilizado, a melhoria da qualidade de vida do grupo, etc.  E nem todos pensam da mesma forma, nem todos estão dispostos a fazer os mesmos investimentos, nem todos têm os mesmos conceitos quanto ao que é justo, necessário, importante, pertinente, possível, urgente.  E convenhamos, uma posição harmoniosa, única, é difícil até quando se trata de uma única pessoa(cada um de nós): a gente pensa de um jeito um dia, no outro diferente sobre um mesmo assunto, então quando há mais de um na jogada a coisa fica complicada.  Agregue: formação diferente, natureza diferente, nível escolar diferente, diferentes experiências de vida e está feita a grande salada!

De qualquer forma, a minha reunião não foi das piores.  Entre mortos e feridos, salvou-se a maioria.  Agora é torcer para que tenhamos dinheiro e consigamos fazer tudo o que o edifício precisa, ou achamos que precisa. Outra, só daqui a uns bons meses. Graças!

Fora isso, a semana foi de montar e adaptar um monte de coisas. Outra atividade que não faz parte do meu ser.  Primeiro uma lavadora, depois a tv lcd, depois uma máquina fotográfica, depois umas prateleiras.  Pois é, de vez em quando a gente tem de mudar as coisas mesmo, então não dá para reclamar, mas elas poderiam ser mais amigáveis, tipo: máquina de lavar, atarraxe a mangueira na torneira, sem deixar vazar nada, mesmo que a torneira não tenha rosca; prateleiras, tomem seus lugares na parede, bem firmes, para não deixar nada cair; máquina fotográfica…aí, sim, seria muito bom!  Não sou uma pessoa adroit/skillful, mas não foi muito difícil. Where there is a will, there is a way!  Mas foi tudo bem rápido e fácil e até ficou bem bom.  Ainda há coisas em estágio provisório, a serem alteradas mais adiante, mas já melhorou bastante.  Como se diz: Deus é eterno porque tem sempre algo para fazer…então, vamos fazendo, fazendo, fazendo…

Claro, que vai ter sessão cinema e até talvez dvd para eu testar adequadamente minha tv. Depois  relato “mon avis” sobre o que assistir.

Acho que pra uma semana só já está de bom tamanho!  Bjs.

15

de
janeiro

Sempre existe alguém - Elessandra Paula

Sempre existe alguém

Em um velho banco de praça me sento

E lá escrevo para aqueles de quem nunca me esqueço

Àqueles que sempre vejo

Àqueles que sempre sorriem

Àqueles que sempre me alegram

Àqueles que me divertem

Àqueles que se amarguram

Àqueles que amam

Àqueles que vivem

Àqueles que são sós

Àqueles que nunca vejo

Àqueles que sonham

Àqueles que choram

Àqueles que sinto saudade

Àqueles que sei que nunca mais verei

Àqueles que sei que sentirei falta

Àqueles que andam por aí

Àqueles que nem conheço

Àqueles que muitas vezes me esqueço

Àqueles que me entristecem

Àqueles que me iluminam

Àqueles que amo

Afinal, a todos aqueles que para mim existem

11

de
janeiro

Dois em um (que não vale meio) e o Grilo Feliz

Bem, vamos começar pelo começo: fui ver Dois em Um (La personne aux deux personnes /www.imdb.com/title/tt0463352/ ).  Um filme cheio de altos e baixo (mais baixos que altos). Na verdade, a ideia e o enredo até são interessantes, mas a coisa não se realiza.  Fui ver porque é com o Daniel Auteuil, um dos franceses atuais de que gosto bastante e lendo a sinopse pareceu-me interessante.  Na verdade, se o Peter Sellers fosse o ator acho que o negócio até poderia ter dado certo.  A história trata basicamente de um funcionário tipo padrão que começa a “incorporar” outras pessoas.  A história é confusa, pois num primeiro momento pensa-se que ele “incorpora”
alguém que morreu, mas não é bem assim.  Mais provavelmente é um caso de esquizofrenia mesmo, ou múltiplas personalidades, enfim, um desequilíbrio que, para sorte do cidadão, lhe traz vários benefícios.  Não perca seu tempo com esse filminho, pois até dá para dar umas risadas, mas é  bem fraquinho.  Só uma coisa: pessoal de eventos, que vive programando e quebrando a cabeça para inovar as reuniões na empresa: tentem baixar a parte em que Ranu, a personagem do Auteuil, faz uma apresentação para a administração da empresa.  No mínimo uma boa “dica” para sair da rotina.
Outra coisa legalzinha é como apresentam os nomes dos atores no início do filme.  Uma forma original, simples, mas encantadora.  Fora isso, fuja!

Depois desse fiasco, o que ver? Há algumas estreias (sem acento), mas sei lá, deu uma preguiça…mas não podemos esmorecer…Então lá fui eu prestigiar a produção nacional (afinal, Se eu fosse você 2 - meu post de 1o. de janeiro - foi muito bom, não decepcionou, aliás muito pelo contrário).  Então que tal uma animação (no meu tempo se dizia desenho animado mesmo)?  O Grilo Feliz e Os Insetos Gigantes (www.ogrilofeliz.com.br/ )! É isso…  Na verdade, eu não me lembrava que já havia sido feito um desenho (vai assim mesmo) com o Grilo.  Foi em 2001 ( cinema.cineclick.uol.com.br/criticas/index_texto.php?id_critica=358 ).  Como já faz tempo e vejo tanta coisa, não me lembro se não assisti ao desenho por não ter achado interessante, porque tive algum impedimento, ou o quê.  De qualquer forma, lá fui eu com a maior boa vontade.

Obviamente, não dá para ver um produto como esse e querer compará-lo a produtos com grife Disney ou Pixar, ou outras (não conheço tanto assim, mas esses são os nomes que me vêm à cabeça).  Tem-se que olhar o desenho pelo desenho.  Acho que o Grilo não faria feio não.  Gostei bastante do desenho, das cores, dos movimentos, e, graças!, não chamaram aqueles atores da Globo para colocar voz nos bichinhos.  O enredo é bem divertido.  Os senões são: (1) um discurso sem pé- nem cabeça, no início, tipo “faça uma criança feliz, pois ela é o futuro!”. Isso está pelo filme sem a necessidade dessa obviedade piegas; (2) lendo os créditos, percebi que os Ribas fazem 1001, ou seja: produzem, dirigem, criam, dão voz a personagens, etc.,etc.  Tem também um Spina (acho que é esse o sobrenome) que também é um faz-tudo.  Claro que o orçamento daqui não é o de lá, mas imagino que tanta concentração na mão de tão poucas pessoas não seja o melhor caminho para uma produção do gênero, que tem que deslumbrar, encantar, e cativar espectadores, sobretudo os mirins. Enfim, fora isso, uma pena que no site (acima) não constem os nomes de quem dá a voz a cada personagem.  Por ficar até o fim dos créditos no cinema (uma mania que tenho, que é de uma minoria), vi o nome do M. Tumura (Miss Saigon) como voz do Verdugo (grande vilão do filme), e o de Jonas Mello (voz da pedra).  Não deu para gravar os outros, pois passa rapidinho, mas achei que no site oficial (no imdb nem consta a produção atual, só a de 2001) encontraria esses dados. Mas nada!  Lamentável!

Ah, sim, outra coisa é que aparentemente não há uma trilha sonora feita para o desenho.  Utilizam algumas músicas conhecidas (e.g. Festa de Ivete Sangalo e Amor Maior do Jota Quest), o que também é uma pena. Pena também a platéia. Mesmo sendo comecinho do ano, mas por ser férias, achei que ia ter um público razoável nos horários vespertinos. Mas qual…na sessão das 13.50h. do Bristol só uma senhora, eu, e um outro adulto com algumas crianças.  Tomara que o pessoal acredite mais nas possiblidades do cinema infantil nacional, para se conseguir uma bilheteria como a que o Se eu fosse você - 2 está tendo.

O desenho também passa uma série de conceitos importantes, não só para crianças: o valor da amizade-companheira; que se pode fazer muita coisa com engenho e arte (personagem Bituquinho) (*); que a pirataria não deve ser estimulada (Grilo, Betão e Verdugo) (**); que há um caminho quando se tem um pouco de coragem (Sebastião).

De qualquer forma, eu diria que fiquei bastante satisfeita com a animação, acho que não faria feio entre tantas outras que estão por aí, originárias de outros países.  Vale o investimento.

(*) - na 6a., conversando em casa com uma pessoa, ele me relatou sua curiosidade desde menino por montar, desmontar, consertar. Até hoje, adulto, é uma pessoa muito habilidosa, que encontra caminhos para muitas coisas. Claro que há suor, tempo dedicado, mas há também um grande prazer em ver o que se imagina feito, bem feito, e pelo próprio engenho e arte. E tem planos de um dia poder ter algo seu, para colocar essa habilidade à disposição dos outros também.

Conversando com outro amigo ontem, que relatou seus sonhos para um negócio no futuro, o sentimento foi o mesmo: há ideias, a pessoa tem engenho para poder realizá-las, tem capricho, tem sonho, e habilidade para colocá-lo em prática, quando tenha as condições ($). Essa ideia do filme, passada às crianças me parece muito importante.  Ela lança a semente do empreendedorismo consciente, de que é possível valorizar seu engenho, sua arte;

(**) como batem forte no assunto pirataria, gostaria de saber quantos que assistirem ao filme vão deixar de recorrer a esse mercado ou chegar em casa e jogar tudo que é pirata fora…Seria um exercício interessante!

7

de
janeiro

Um livrinho (aliás dois) pra variar!

Bem, depois de cinema, exposições, restaurantes, uma palavrinha sobre o que alegra e faz superbem à alma: livros (meus queridos livros!).

Gostaria de comentar dois que acabo de ler. O primeiro: A menor menina de todos os tempos - Sally Gardner (Rocco).

Eu gosto muito de literatura infantil e infanto-juvenil, apesar de já ter passado um pouco da idade dos leitores-padrão dessas categorias. A questão é que os livros infantis, além de terem muitas vezes textos ótimos, têm ilustrações surpreendentes atualmente.  No meu tempo não era assim. Eram bonitos, eram bem escritos, capa dura, mas o cuidado que se tem hoje com as ilustrações, com o acabamento dos livros infantis é admirável. Bem, de qualquer forma, eu gosto bastante desse tipo de livro, acho que há grandes poemas por trás de “histórias para crianças”.  Na categoria infanto-juvenil a coisa fica melhor ainda. Além do cuidado com o físico da obra, há histórias maravilhosas. Basta citar Harry Potter, ou a série Desventuras em Série (Unfortunate Events) com seus 13 volumes.  Enredos, textos para ninguém botar defeito. Por isso estou sempre procurando coisas novas tanto na linha infantil quanto na infanto-juvenil.

A menor menina de todos os tempos me lembrou um pouco a saga das crianças do Desventuras em Série. Não é um xerox, mas remete àquela série.  De todo jeito, é um livro muito simpático, agradável, bem escrito e bem traduzido, com poucas mas boas ilustrações.  Acho que meninas gostarão mais do livro que meninos.  Ali estão valores básicos e até alguns princípios em que eu mesma acredito até hoje. Exemplo: “Toda a magia de que você precisa está em você.” que equivale ao meu “a festa está dentro da gente”.  Se puder, leia ou faça os pimpolhos lerem.

O outro livro é O senhor das almas de Irène Némirovsky (Cia. das Letras).  Eu não conhecia nada desta autora, que provou ter uma prosa muito ritmada, que dá vida às personagens e torna um tema tão intricado e pesado agradável de ler. Ela consegue fazer com que vejamos claramente a metamorfose por que passa o protagonista, sem precisar usar de malabarismos. A história da própria Nemirovsky é interessante e sofrida.

Um livro que mostra o caminhar de um ser humano entre extremos,i.e, como uma pessoa pode chegar a se acomodar, se encaixar, se vender, se anestesiar para seu próprio bem ou mais cruamente para poder sobreviver física e emocionalmente.  Lendo este livro, a gente pensa que jamais faria o que fez o médico Dario Asfar, protagonista, mas será? Há momentos de grande tensão, sofrimento!  Será que se tivessemos chegado ao limite experimentado pelo médico não teríamos optado pelas mesmas saídas, seguido os mesmos caminhos? Quem sabe? “The ability to delude yourself may be an important survival tool.” Pois é, o auto-engano muitas vezes é a única arma para nossa sobrevivência. Então, não julgue para não ser julgado, pode ser uma boa política.

Recomendo.

5

de
janeiro

Quem viu, viu, quem não viu, perdeu!

Acabou a mostra de Karim Rashid (www.karimrashid.com/) no Tomie Otake (meu post de 8/11 - Karim Rashid, arte e design em um mundo global) ( www.institutotomieohtake.org.br/inicio/teinicio.htm ).  Gostei tanto do que vi que voltei lá ontem.  Realmente os itens desenvolvidos pelo designer são lindos, de uma leveza/plasticidade comoventes. E nem por isso deixam de ser práticos, atender às necessidades individuais, domésticas, etc.  Virei fã!  Tanto que, pela primeira vez em minha longa vida, comprei uma Melissa (sim, ele também desenvolveu vários itens para a brasileiríssima Melissa).  Fantástico saber que tenho nos pés algo desenho por alguém de tanto talento. Ah, a lixeira da minha cozinha também é uma legítima “Karin Rashid”.  Enfim, realmente, ele tem razão: a popularização do design torna o dia-a-dia melhor, mais bonito. Tomara todos pensassem assim.

Mas, em compensação…você tem até fevereiro para ver Franz Weissmann (www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/franz/franz2.html), no mesmo Tomie Ohtake.  Obras lindas, que permitem descobrir uma nova perspectiva a cada novo olhar.  Muito interessante mesmo!

Também tem Saramago.  Interessante que, embora eu goste imensamente das obras deste autor português, ganhador do Nobel em 1998, etc., etc., eu abomine sua figura, seu ideário.  Enfim, vale para conhecer um pouco mais da vida deste importante escritor português. Há uma enormidade de documentos, manuscritos, fotos, vídeos, alguns objetos, ou seja, uma abordagem riquíssima da vida de Saramago desde seu nascimento.  Sua trajetória é muito interessante, sem dúvida! Ele é um cérebro/intelecto privilegiado, mas à pessoa falta, em minha opinião, justamente a beleza, o sonho, o lirismo de seus textos, mesmo que em dose mínima.  De qualquer forma, se você não leu nada de Saramago vá à exposição para conhecer muito sobre o autor, se já leu seus livros, vá lá para enriquecer seus conhecimentos.

E vale lembrar: a entrada é gratuita, há estacionamento com manobrista do prédio do Instituto e uma Ofner 24 horas logo em frente.  Isso é que é unir o útil ao agradável de fato!

3

de
janeiro

Mais dois filmes pra chamar de seus!

Hoje fui ver Un conte de Noël (Um conto de Natal - www.imdb.com/title/tt0993789/).  Estava há tempos querendo ver esse filme, mas como é longo (quase 3 horas), fui deixando para um dia de vontade inquebrantável.  E o dia foi hoje.  O filme tem Catherine Deneuve (expressão blasé demais, mas ainda assim lindíssima, e valorizando o papel), Jean-Paul Roussillon (pra mim a melhor personagem e melhor interpretação do filme), Mathieu Almaric (que eu adoro e tem estrelado muitos filmes franceses de qualidade), além de Chiara Mastroiani (a cara do próprio!), e dois molequinhos fantásticos: Thomas Obled e Clément Obled (irmãos na vida real, como na tela).  O filme trata, claarooo, de relações humanas.  E nele a gente vê a vida da gente, a família da gente, os encontros e desencontros que vivemos de vez em sempre no âmbito familiar.  Há brigas, há pazes, há alegrias, há desilusões, há surpresas, há raiva, enfim: tudo o que todos nós em menor ou maior escala temos em nossas casas, em nossas famílias.  Depois de assistir ao filme, tenho certeza de que muitos de vocês vão achar suas famílias um “docinho de côco”, normalíssimas e que seu Natal, embora vocês o tenham achado meio chato na ocasião, foi uma maravilha de paz e entendimento!

O filme retrata extremos de animosidades, mas também de generosidade e entendimento.  Um filme bonito, um pouco longo demais - então vá preparado!-, mas comovente, pedagógico para dizer o mínimo. Não perca!

E continuando a limpeza de vídeos - Priscila, a rainha do deserto! (The adventures of Priscilla, Queen of the Desert - www.imdb.com/title/tt0109045/).  Você não viu? Então corra para a locadora mais próxima!  Você viu? Então sabe do que estou escrevendo. Um filme lindo, imperdível, dançante, uma trilha sonora dos sonhos!  E além de tudo, já em 1994, escancarando o tema homo e com que atores? Hein, hein, hein?! Sir Terence Stamp (de O Colecionador), Guy Pearce, Hugo Weaving, e outros mais…Um filme como poucos, sobre uma temática tão delicada, e de uma grandiosidade admirável!  Esse valeu rever!

3

de
janeiro

Mais um texto do Luciano Pires

Permito-me reproduzir novamente um texto do Luciano Pires. Recebi esse texto hoje e achei muito interessante porque, em vários aspectos, o LP aborda exatamente o que está no meu texto de 31 de dezembro - Limpeza em 2008, para começar bem 2009! Coraggio! E como o LP é um mago com as palavras, aprendi que o que eu chamei de limpeza de alma e cabeça na verdade chama-se “introspecção”.  Senti um alívio ao ver que outras pessoas, e pessoas de expressão, tem a mesma linha de pensamento que eu.  Bem, apreciem, porque vale a pena!

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INTROSPECTIVA 2008

Todo final de ano tem retrospectivas. E quem não gosta, hein? Vai dizer que você não passa uns bons minutos em frente à televisão revendo aquelas cenas que nos tiraram o fôlego ao longo do ano que passou?
Retrospectivas são uma forma de colocar molho em nosso rotineiro cotidiano. E servem para lembrar como somos sortudos, afinal, com raras exceções, aquelas tragédias nunca acontecem conosco, não é?
E às vezes também aparecem as perspectivas, aqueles exercícios que tentam antecipar o que vem pela frente. Todo ano é a mesma coisa: de um lado Jair de Ogum e Mãe Dinah dizendo que vai morrer um artista e de outro os economistas apostando que a inflação será de xis por cento. E a gente adora!
Pois vou propor algo diferente: em vez de olhar para trás pra rever o que passou ou para frente pra antecipar o que vem por aí, proponho olhar pra dentro e fazer sua “Introspectiva 2008″.

Pouca gente sabe direito o que é a introspecção. Costumamos dizer que um indivíduo introspectivo é aquele pouco social, que passa a maior parte do tempo às voltas com seus pensamentos, à margem da festa. Mas a introspecção é mais que isso. É uma ferramenta que envolve até mesmo a Filosofia! Sabe-se que Sócrates já utilizava a técnica da introspecção em seus estudos sobre os grandes enigmas da vida. A disciplina da Psicologia sempre estudou a introspecção, inclusive dividindo-a em tipos diversos. Estuda-se a introspecção para atitudes propositivas - que envolve seus credos e desejos - e a introspecção dos estados de consciência - dores e emoções. É um vasto, rico e controverso campo de estudos sobre o qual não posso me atrever a escrever, por absoluta e profunda ignorância.
O que me interessa neste texto é refletir sobre a definição simples da introspecção como “o ato de olhar para dentro de si mesmo, para seus pensamentos, desejos e sentimentos, examinar como sua mente funciona, como ela toma decisões, como direciona seus atos.”
A introspecção como um auto-exame a partir do qual podemos nos conhecer melhor e assim antecipar nossas reações e realizar escolhas melhores.

Minha proposta, portanto, é - no final ou início do ano - realizar uma introspecção. Olhar para tudo o que aconteceu no mundo, no Brasil, em sua cidade, em sua vizinhança, em sua família - mas reservar um bom tempo para refletir sobre como você reagiu a esses acontecimentos. Que atitudes tomou e o que aprendeu com elas. No processo você se arrependerá e se orgulhará de coisas que fez ou deixou de fazer, mas o mais importante é procurar seus padrões de conduta. Seus métodos. Como sua mente funciona. Quando você entender sua mecânica estará apto a antecipar suas decisões, a evitar as armadilhas que a mente prega e principalmente, a mudar.
Mas a coisa não é assim tão fácil, não. Apesar de sabermos que reagimos de formas que não nos agradam ou não são as melhores opções, temos a tendência de repetir nossos padrões de conduta, cometendo sempre os mesmos erros. Sabe aquela amiga que vai te pedir dinheiro emprestado outra vez? E você vai acabar emprestando? Ou aquele cunhado que vai pedir pra passar uns dias em sua casa mesmo que você não queira? E você vai aceitar? Ou seu chefe que vai te chamar para a reunião no final da tarde e vai te segurar por horas? E você vai? Pois é…

A vantagem da Introspecção 2008 é proporcionar a você a oportunidade de questionar esses comportamentos. Ela colocará você na incômoda posição de ter que explicar - a si mesmo - a razão de não mudar. Pouca gente gosta desse exercício. Ele é incômodo. Coloca a gente em saias-justas, pois mentir para si mesmo não é algo confortável.
Ninguém gosta de ser confrontado com suas manias, fraquezas e medos. As pessoas preferem o auto-engano, a continuidade confortável dos processos que podem não ser os melhores, mas são familiares.

Mudar dói. Reconhecer fraquezas dói também. Mas a alternativa é deixar como está pra ver como é que fica.

Um jeito bem vagabundo de começar 2009, não é?

Luciano Pires
www.lucianopires.com.br

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2

de
janeiro

E o ano novo já começou!

Bem, deixei para ver o filme Sete Vidas (Seven Pounds - www.imdb.com/title/tt0814314/) para um dia em que não estivesse minimamente vulnerável.  Pelas sinopses e pessoas que já viram o filme, me pareceu meio triste, chororô da pesada.  Então lá fui eu hoje, com espírito alegríssimo, pra ver o filme.  Li algumas críticas que dão o filme como bom. Elogiam ou ressaltam o trabalho do W. Smith como ator de uma trama séria (nos últimos filmes ele tem mostrado seu lado cômico, sobretudo).  Realmente o tema é interessante, poderia ser muito valorizado se apresentado de outra forma. Poderia, mas não o foi.  O que se vê são semblantes angustiados, rugas em todos os rostos, olhares esgazeados, sobretudo do WS,  situações patéticas, melodramáticas mesmo.  Enfim, um exagero de desfraldamento de tristezas, angústias, pseudo-sacrifícios, etc.,etc., etc. E o pior, tudo gerado por pura culpa, ou seja, sentimento nobre é o que não há de fato, mas um desequilíbrio imenso gerado por culpa.  Aliás, amantes do blackberry, toda a tragédia começa pelo uso inconseqüente do blackberry.  Então “crackberries”, revejam suas prioridades.  Pode ser que com o uso indevido (e como o há hoje em dia: no restaurante, durante as refeições, no banheiro, no elevador, etc.,etc., etc!) não cause o que ocorreu no filme, mas seguramente disseminará outros tipos de males. Pensem bem e mudem de atitude!

Voltando: como  mencionei, o enredo daria um bom caldo se bem trabalhado. E o WS não faria feio, se tivesse sido aproveitado de outra forma.  Se quiser ver algo menos dramático, mais sublime ou elevado, numa linha similar, então veja The Five People You Meet in Heaven (2004) - As cinco pessoas que você encontra no céu, ou leia o livro, e você vai sair ganhando.

Hoje também foi dia de conhecer o P.J. Clarke’s (versão paulistana) (www.pjclarkes.com.br/index2.html). Fica ali na Mário Ferraz (Itaim) quase esquina com Tabapuã. Decoração igual à de NY, pegamos uma garçonete simpática, proativa e bem treinada (milagre!!!). Mas só vale para conhecer mesmo. Caríssimo!  Além disso, francamente, Lanchonete da Cidade e Hamburgueria Nacional ganham folgadamente (inclusive na justeza dos preços) do recém-chegado.   Claro que o hamburguer estava bom (tal seria), as batatas mais ou menos, a sobremesa (no meu caso um cheese cake) estava bem gostosa, mas nada de extraordinário, somente um bom restaurante, a preços absurdos.  E lota, gente, lota!!! Mesmo num dia mortinho como hoje para a cidade (aliás, vi no telejornal da noite que deu 0 de congestionamento em S. Paulo!  Inacreditável!). Então, valeu, foi bom te conhecer, mas vai ser difícil voltar.

1

de
janeiro

Um filminho pra começar bem o ano.

Fui ver Se eu fosse você - 2 (www.seeufossevoce.com.br/).  Gostei do filme no. 1.  Humor descompromissado, atuações ótimas tanto do Tony Ramos quanto da Glória Pires. Bobagem, bobagem, bobagem, mas tudo muito divertido, levinho, pra rir e ir embora para casa de bem com a vida.

Com o segundo filme da série não foi diferente. Mesmo sabendo o que me esperava (marido e mulher trocam de sexo por intervenção “divina”), ou seja não havia surpresa, deu para divertir. O filme seguiu a mesma linha: leveza, sem apelações, riso gostoso mesmo.  Tony Ramos e Glória Pires estão muito bem de novo.  Há ainda algumas participações bem eficientes: Chico Anysio, Cássio Gabus Mendes, Maria Luisa Mendonça e outros mais.  Os cenários, figurinos estão muito bem.  O enredo é simpático.  Enfim, de novo um filme para rir, sem precisar pensar muito, e para voltar contentinho para casa.  Acho até que, para nós mulheres, há momentos hilariantes, aqueles de nojos e manias que nós temos e abominamos quando os homens vão de encontro a eles.  Para um 1o. de ano, não poderia ser melhor.

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