31
de
dezembro
Limpeza em 2008, para começar bem 2009! Coraggio!!!
Hoje, 31/12, fiz uma limpeza em várias coisas de casa(ufa, acabo de acabar!). Independentemente do aspecto esotérico, acho que dá uma liberada mesmo. Sai pó, sai volume, sai peso, entra espaço, entra leveza, entra liberdade para escolher outras coisas. Tudo um tantinho psicológico, mas positivo de qualquer jeito. Faz algum tempo que não faço isso de maneira programada, organizada, então o resultado foi surpreendentemente agradável. Comecei ontem com meus vídeos - vai até o último…I promise! E hoje continuei com algumas partes da casa.
Além do físico, a gente também tem de fazer uma limpeza mental e na alma. Então, logo cedo, saí para dar uma andada, olhar as árvores, ver o movimento e dar um respiro pro pensamento. Também faz tempo que não faço isso tão descompromissadamente e por um período tão longo!
Pois é, não é preciso ficar pensando e repensando coisas, moendo e remoendo. Se a gente caminha só, tranqüilo, ou pára e fica num canto, olhando para nada, talvez até ouvindo uma musiquinha, automaticamente (a não ser que você seja um meditador de primeira) vêm flashes de momentos vividos (bons e ruins), de pessoas queridas ou nem tanto. E como uma coisa puxa outra, dá para pensar um pouquinho no que é preciso mudar, no que a gente espera da vida daqui para frente, no que se vai deixar pelo caminho, que se precisa de novos ares, de novos relacionamentos, etc., etc.
Mudar padrões, rotinas, ações acomodadas é sempre difícil. Incomoda, mesmo que seja uma decisão ganha x ganha. Como escrevi em outros posts (E chegou o final de 2008! - 10/12 e Reinventar a vida! - 19/12), não costumo fazer listinha de nada: o que fazer, o que deixar de fazer, onde quero chegar. Apesar de bastante organizada e planejada, essas coisas de médio para longo prazo não me provocam a mesma sanha metódica. De repente, lá no meio do ano eu resolvo que alguma coisa tem de mudar, que eu tenho de fazer alguma coisa, e é a hora! Não procrastino, não. Acho que as minhas necessidades é que não são tão previsíveis ou até não tão claras para mim mesma, então vai no “tranco” muitas vezes. Até o momento, isso não tem sido negativo. E, imagino não ser a única pessoa a agir assim.
Quanto às pessoas da vida da gente, é um pouco diferente. O que vale para mim na vida são os amigos e minha micro-família; tenho muito cuidado com o assunto, até porque é com essas pessoas que gasto quase toda minha energia, que não é pouca. Elas são como um fundo de investimento: tem de dar lucro, no mínimo empatar, senão não vale a pena. E cada vez mais (acho que é a idade, afinal a energia já não é a mesma e o tempo vai se esgotando), olho para cada relação com mais cuidado, nelas eu penso sempre e resolvi fazer um balanço neste final de ano (espero que isto não se torne um hábito, pois dá uma canseira…).
Sempre me deu uma pena imensa pensar em descontinuar uma relação, porque acho que vou perder longos períodos de carinho, dedicação, exercícios de entendimentos x desentendimentos, troca de experiências, de vivências, tudo tão valioso! É assim, se eu não gosto de uma pessoa eu nem tolero, e isso está no meu olho; se é um conhecido, é um conhecido apenas; mas se é um amigo, aí é tudo diferente: dedicação 100%! (há amigos que dizem que não dá para ser assim radical, sei lá!). Mas tem horas que é partir para o sacrifício e pronto! Uma amiga (Elê) escreveu um comentário (Quando o cristal se quebra - 8/10/2008) assim: “Humanos são, ora bolas, humanos. Falíveis, pretensiosos, quase sempre egoístas. Relacionamento é contrato redigido à quatro (ou mais) mãos. Nem sempre ‘fair’ para todos os lados mas na medida do possível que mantenha a equidade, o equilíbrio que não desfaça nem corroa (ou seria corrompa?) o relacionamento.A questão em si não é o dar esperando-se o receber mas sim o somente dar ou o somente receber. Relacionamento sem troca não é relacionamento, é posse, é escravidão. Alma que possui não é alma e alma possuída, bem, é sinônimo de solidão.” Pois é isso mesmo: tem gente que acha que tudo isso é bobagem, mas não é não (valeu Elê!). Ok dar sem esperar nada de volta, mas na milésima vez isso caaansaaaa… Você não? Lembro de uma coisa que minha mãe sempre dizia: quando uma porta se fecha, uma janela se abre, ou seja a compensação vem por outros meios, de outro lado. Muito consolador, mas não pode ser sempre assim!
Um amigo também já me disse, diretamente, várias vezes que isso deve ser carência. Não vejo ou sinto assim (e nem venha não, que terapia está fora dos meus planos; estou bem contentinha com a minha vida do jeito que é e com os jeitos que dou nela); acho que isso é gostar assertivamente ou não das pessoas. Pra mim a vida é assim: assertiva, peremptória, e eu que agüente as conseqüências depois. Mas é só um jeito de ser, olhar a vida e as pessoas. Sempre digo: não tem certo ou errado para essas coisas, e enquanto não faz mal pra gente, nem para os outros, só é assim e ponto. Cada um, cada um.
Mas neste ano, apreendi (finalmente!!!), observando alguns amigos, que é melhor não ir com muita sede ao pote. Não ser tão thoughtful, pois isso aparentemente também cansa quem recebe (você, que talvez seja como eu, sabia disso? Pois é, isso nunca me passou pela cabeça; pra mim não funcionava assim, enfim…). Estou tentando, já ensaiei alguns passinhos, mas decidi que a hora de começar pra valer é agora (isso é pra dar ânimo, senão vou deixando, deixando, deixando…). Vamos ver se me dou bem com o método. Dessa forma, a gente não precisa ter uma linha divisória, determinar um rompimento, ou cobrar (outro amigo diz que sou muito exigente. Nossa, acho que eu não estava agradando mesmo!!). Vamos deixar a coisa mais light, beeem mais light aliás. Então, coraggio!!!
Bem, de qualquer maneira, se você ainda não fez a limpeza externa ou a interna, ainda há tempo. Verdade que você tem a vida toda; só não adie demais, pois a carga vai ficando muito pesada, e a gente deixa de viver coisas novas pelo caminho, agregar pessoas que valem a pena, por falta de espaço na caçamba ou por comodismo mesmo, por achar que já tem tudo e todos de que precisa.
Nunca pensei que poderia dizer isso com tanto entusiasmo (detesto serviços domésticos), mas vá lá: boa faxina em 2009!










