22
de
novembro
O mundo chora!!
Este post é in memoriam do Seu Osvaldo, meu vizinho, que se foi hoje às 12h. Uma pessoa que teve/tem uma legião de amigos, porque viveu e deixou viver tão simplesmente. Apesar de termos tido uma convivência rarefeita, tenho certeza de que vou setir sua falta.
Mas como prosaicamente se diz: the show goes on! Então vamos lá…
Bem, depois de um almoço agradabilíssimo e uma passagem (de novo) pelo L’Univers de Chocolat (post de 25/10 - R. Clodomiro Amazonas, 373D - tel. 30799509), que rendeu ótimas conversas e descobertas, além de outra aquisição de chocolates maravilhosos, fui ao cinema pra ver A Princesa de Nebraska - Wayne Wang ( www.imdb.com/name/nm0911061 ). Gosto muito da filmografia chinesa que pude ver até hoje então fiquei curiosa. Queria ver também Mil Anos de Orações, mas não deu coragem. Fica pra outro dia. É que APdeN além de lento tem uma temática pesadinha. A gente sabe, mas não custa lembrar, que na verdade não sabemos nada de fato do que e como vivem as pessoas na China, o que elas esperam do Ocidente, o que elas passam por aqui. Parece que somos todos uma grande família, globalizada, civilizada, que se aceita mutuamente…nã,nã, nã,não…a coisa é bem diferente. O filme é interessante, mas não creio que seja o melhor na praça. A trilha sonora e alguns enquadramentos são de tirar o fôlego pela beleza, harmonia, plasticidade, mas nada que possa satisfazer os não-aficionados.
Nota - como fui novamente ao Reserva Cultural, percebi que na lanchonete havia 5 pessoas, não somente 3, como no outro dia (post de 21/11). Isto é incríííveeeel!
Depois disso um teatrinho básico. Como fiquei muito entusiasmada/bem impressionada com minha primeira experiência teatral no SESC (Av. Paulista) (post de 9/11- peça Aqueles Dois), resolvi tentar uma segunda vez. O resultado não foi tão bom, mas também não foi totalmente ruim. Fui ver O Homem no Escuro. A concepção do espetáculo é bonita, os textos são lindos (afinal são de Pessoa, Drummond, e outros), mas falta alguma coisa.
De qualquer maneira, tanto o espetáculo anterior quanto este impressionam porque os atores têm de lidar com o público cara a cara. O espaço é exíguo, a cenografia tem que ser minimalista e cumprir seu papel, a luz também tem um papel importante e não pode falhar, enfim, ali se tira leite de pedra. Na verdade, eu já não me lembrava mais de espetáculos assim. Vi isso no Arena, em uma das salas do R. Escobar, TBC, em outros alternativos que havia há uns 20 anos. Depois disso foi só teatrão. Fico imaginando se as grandes estrelas do teatro conseguiriam, nas mesmas condições desses dois espetáculos, resultado igual ou melhor. Seria uma experiência interessante, pelo menos para o espectador.
De qualquer maneira, o exercício foi interessante, há uma esforço do ator (físico e emocional), mas a peça não chega a surpreender ou emocionar. Portanto, da mesma forma que no caso do filme, só vá se for aficionado, senão procure outra coisa para ver.
Semana que vem vou ver Macbeth que está também no SESC (essa peça está sendo tão elogiada quanto a Aqueles Dois, pelo menos na mídia). Vamos ver como a coisa flui.
Agora chove muito; acho que está-se chorando a partida do Seu Osvaldo. Mas amanhã será outro dia! bj.





