Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

30

de
novembro

Programão, o retorno!


Depois do ótimo Mil anos de orações, lá veio Macbeth - como nasce um deserto (  www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=139680 ), em exibição no SESC da Av. Paulista.

Bem, comprei minha entrada semana passada, quando fui ver O Homem no Escuro (post de 22/11).  Hoje, tentei comprar para a peça Duas Rainhas, que também está em exibição ali mas, seguramente devido ao "efeito Vejinha", todos os ingressos para a temporada estão esgotados. E há, também, claarooo, a maldição dos convites.  Não sou totalmente contra os convites, absolutamente, mas o problema é que muitas vezes há mais convidados, entenda-se não-pagantes, do que aqueles que se dão ao trabalho de comprar um ingresso, pagar, e são os que de fato constituem o público de teatro.  Enfim, nada de Duas Rainhas.  Talvez para Macbeth ainda haja ingressos - só checando.

Bom, o SESC foi uma boa surpresa pra mim, que nunca tinha ido ali. Já virei fã de carteirinha.  Além de preços bem acessíveis, as montagens são de excelente qualidade, e acho que o tempo das montagens totalmente alternativas já passou, então fica bem palatável pra quem gosta de teatro como eu, ou seja, espectadora amadora, sem grandes conhecimentos ou pretensões técnicas.

Bem, esta montagem de Macbeth leva umas 2 horas (ah, sim, a única coisa é que o físico do teatro não é dos mais confortáveis: são cadeiras de plástico dispostas em arquibancada.  Se você tem problema de coluna, ciático, muscular, não vá!). O texto foi lindamente adaptado!  A iluminação complementa o cenário mais que enxuto (lembrem-se que em todos os palcos do SESC Paulista a área é exígua, os atores ficam cara a cara com o público), o qual também consegue enriquecer a peça.   Os atores vão numa batida segura até o fim.  Lembrem-se: estamos falando de Shakespeare…portanto, it is not little cake não!  A adaptação, que conseguiu tornar naturais um cenário árido, roupas de nossa gente do interior, e até a participação das cantadoras de Campina Grande, merece aplausos.  A peça é um thriller e não perde nada de seu impacto sob a batuta de Ederson José e Arieta Correa.  Lady Macbeth está majestosa!  Enfim, fui muito feliz na escolha desta peça também.

Pena que não vá conseguir ver Duas Rainhas. Quem sabe numa outra vez?!

30

de
novembro

Programão - parte 1!


Depois de um almoço ótimo  comemorando antecipadamente o niver da Sany (não Sandy, tááá?!) (depois mando fotos e vídeos para quem sabe de quem estou falando), lá fui eu aproveitar minha tardinha.

Primeiramente Mil anos de orações (A thousand years of good prayers - www.imdb.com/title/tt0838233/) que foi apresentado na 32a. Mostra de Cinema de SP. O filme também é de Wayne Wang (ver post de 22.11 - A princesa de Nebraska), mas quanta diferença!.  O ritmo não é lento mas compassado, tranqüilo, sólido. Na medida para o que se coloca na tela.

É uma pintura da alma humana no que ela tem de melhor e pior: lá está aquele que não é capaz de se expor para os outros, porque não se expõe para si; aqueles que fazem a "mea culpa" muito tarde e esperam consertar uma situação próxima do irreparável; aquele que espera, confia nos seus, e por eles é "traído"; aquele que pede perdão e o que sabe perdoar; e o silêncio (eu me repito: se há silêncio, há ou haverá problema. Pra mim esse é/ tem sido  um termômetro confiável de relações que não devem ser mantidas, porque lá na frente vai ser pior para os interessados).  Enfim, nós todos estamos ali,  numa expressão compungente, lírica, profunda.

Há momentos hilariantes como diálogos do Sr. Chen (Henry O.) com sua amiga iraniana.  70% de alguns diálogos são em chinês x farsi.  E eles se entendem! 

Os atores não são grandes estrelas, pelo menos não conheço a maioria, exceto por Henry O. ( www.imdb.com/name/nm0642912/ ), que eu vejo desde menina em todo tipo de filme (até de bang-bang, eu acho). Pros mais novinhos uma lista respeitável de realizações: The Lost Empire, The Sopranos, E.R., The Last Emperor, e muitas mais.  Henry O. está maravilhoso: contido, denso e contundente.

Também aqui a trilha sonora é ótima.

Então, se não viu nenhum dos dois filmes, veja este primeiro e só então vá para A Princesa de Nebraska, se estiver com o espírito bem aberto pra coisas muito diferentes.

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