Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

25

de
outubro

Dias pantagruélicos!!! Ai que delícia…

Bem tudo começou com um gentilíssimo convite para que eu fosse ao Czech Fest 2008.  Promovido pelo Consulado Checo em S. Paulo, apresenta várias coisas interessantes da Rep. Checa. Há desfile de peças montadas com cristais, mostra cultural (na Liv. cultura), semana gastronômica.  E foi em um jantar na 6a. (24/10) que fui ver o que é que a República Checa tem.

O jantar foi no Hotel Intercontinental. havia vários pratos típicos. Deliciosos! Começamos por um tipo de "tapas" bem gostosos e levinhos. Segundo o que me explicaram, existem locais que servem só esse tipo de "amuse-gueule" por lá.  Depois foi a vez do knedliky, um bolinho de batata ou pão que parece muito com o varenique, só que em outro formato.  Ele é acompanhado de um cozido, o goulash (húngaro).  Tem batata, maionese, carnes fortes, temperos bem saborosos.  A sobremesa mais gostosa foi uma torta de pêra.

Houve também degustação de cervejas: a Starobrno, vol, 4,7%; a 1795, vol. 4,7% e Czechvar, vol. 5,0%.  São bem fortes, mas com pratos densos caíram bem.

Mas o que valeu mesmo foi a conversa com Pável Vanca (tem um acento circunflexo ao contrário no c, que eu não sei como colocar aqui ) e a linda e simpática Eva, além da gentileza de meus hosts.  Quanta história!  Quanta risada!  Quantas informações curiosas! O Sr. Vanca foi mágico de renome - era empresariado pelo Marcos Lázaro!  Depois mudou o rumo da vida e se tornou um executivo de sucesso.

Também ouvi muitas atualidades sobre a Rep. Checa. Sabiam que em Recife tem uma colônia bem razoável? Aliás estão aqui, em SP, e lá basicamente.  Eles têm um cônsul legítimo, e não honorário como os croatas. Trazem professores de lá pra ensinar e manter a língua e a cultura. Além disso, descobri várias palavras iguaizinhas ou muito parecidas no checo e no croata (claro que pela origem comum isso era esperado, mas não deixa de ser interessante).

Bem, foi uma noite ótima, em que aprendi muita coisa, houve diversão, conversa de monte (…e vocês sabem que eu sou praticamente um túmulo, então dá pra imaginar…).

Aah, e houve também um desfile de bijoux e roupas com cristais.  Designs maravilhosos! Tudo muito bonito.  Tentei filmar o desfile, mas estava escuro e com minha super-habilidade com esses "gadgest" não deu grande coisa, aliás ficou bem ruim. Mas adiciono o link de qualuqer jeito, pra terem uma idéia.

O festival gastronômico vai até 28/10.  Vou escrever como ouvi: Násdravi (bom apetite) então!

Vou enviar pra vocês uma gravação em checo, para que conheçam um pouquinho da língua por um checo legítimo!

Pivo (obrigada) e pusa (beijo)!
 
http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/CzechFest2008#

24

de
outubro

A Broadway já não é mais a mesma!!!

Ontem fui assistir ao show Spirit of Broadway, no Via Funchal.  O show teve duas horas de duração e de expectativas não atendidas.  Na verdade, mas que tudo foi um caça-níqueis para os grupo que atuou.  Estão aí durante toda a semana (de 20 a 25/10), imagino que todos os dias com casa quase ou lotada (o V. Funchal é grande, gente!), a preços relativamente altos (graças que paguei meia! os preços começam em R$ 70,00), então fizeram um bom caixa.

O espetáculo se baseia mesmo é no talento individual de 4 cantores, que são muito bons, mas quem viu Broadway, a legítima, ou montagens em Londres, ou até alguns musicais aqui no Brasil, não se impressionaria com eles.  O grupo de dançarinos também é bom, mas não excepcional.  Então no quesito "humano" a coisa até que vai. 

Mas quando chegamos ao quesito produção, o energia não flui!  Os cenários, quando existem (várias vezes os protagonistas ficam sós no palco - e olha que o palco dessa casa de shows é bom pra montar cenários, hein! - cantando apenas. Dá um vazio…) são franciscanos, pobrinhos mesmo.  O guarda-roupa é fraquinho; as cantoras, em solo (e solo de sozinhas e mais nada naquele palco imenso),  chegaram a repetir roupa 2 ou 3 vezes.  Enfim, eu diria mesmo que foi uma enganação mesmo.  Veio toda essa gente da Inglaterra, até bons profissionais, pra apresentar uma Broadway falsificada, mambembe…Tsc, tsc, tsc…

Bem, deu pra agüentar o show até o fim, num ambiente meio "detonadinho" (o V. Funchal precisa de uma reforma urgente, precisa se renovar, de um banho de modernidade. Está bem velhusco, desgastado demais para os shows que abriga, pelo que cobra), porque espertamente escolheram números consagradíssimos.  Quem não gosta de extratos de A Chorus Line, Grease, Mamma Mia!, Hello Dolly, Beauty and the Beast, Cabaret, Evita, e vários outros.  Os cantores cumpriram sua parte, com uma performance energética, ou seja, tiraram leite de pedra, mas não surpreenderam em nenhum momento.

Ao final, deu pra ver que mesmo que não viu Broadway, a legítima, não ficou muito satisfeito com o que viu.  Pena, tinha tudo pra dar certo.

Pra mim foi, de qualquer forma, uma noite bem agradável - saquei da cartola meu lado oooohmmmm + shanti, que é item raríssimo, então apreciei do jeito que pude.  A companhia ajudou muito. Tive muita sorte! 

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23

de
outubro

Xiii, esqueci….

Vou transcrever e comentar rapidamente, hoje e em outro dia, duas "pílulas" de informação publicadas no revista Saúde! deste mês. A primeira fala um pouco de lapsos, brancos, afins.

Várias pessoas quando esquecem alguma coisa, coisas banais, comuns, corriqueiras, ficam em alerta, principalmente se já não são, ou ao menos não se consideram, tão jovens. Há sempre o medo das doenças do século passado e deste estarem se instalando, i.e., Alzheimer, demência, aterosclerose, e sei lá mais o que, e se passa a atribuir os problemas ao passar dos anos.

O artigo que transcrevo a seguir corrobora o que digo continuamente, e no que prefiro acreditar: esses lapsos, em geral, acontecem por falta de foco, falta de atenção, acúmulo de informação que faz a gente tangiversar, ou pelas muitas escolhas que temos que fazer segundo o estudo mencionado. Então, não há por que desesperar! Todos os males mencionados acima têm mais sintomas do que o simples esquecimento do nome de artistas, nome de filmes ( graças! porque eu sou mestre nisto, até porque há tantos e tão passageiros que não vale a pena guardar, mas vá lá…tenho amigos/amigas que sabem tudo nessa área!), de um endereço, de uma receita, do nome de uma cidade que se visitou e que causou impacto (pela beleza, cultura, algo curioso), enfim somos bombardeados com uma miríade de informações a todo momento (visuais, escritas, orais, sensoriais, etc.) como não acontecia há algumas décadas.

Portanto, sim, você está ficando mais velho a cada dia, tanto quanto eu e qualquer outro mortal, mas não é por isso ou por algum mal físico necessariamente que está esquecendo as coisas.

Leio dezenas de livros por ano, alguns marcam muito, outros nem tanto. Às vezes tenho "flashes" de uns em momentos nada a ver, de outros nem folheando de novo, nem alguém me passando o enredo lembro direito. Isso acontece com filmes também (e eu vou ao cinema de monte também). Mas isso não me incomoda, porque tanto no momento em que leio um livro, quanto assisto a um filme, a minha entrega é tão grande, eu aproveito tanto aquele momento - se são obras de alguma qualidade, claro - que tenho certeza de que mesmo não conseguindo narrar, recontar, o que havia de bom ali ficou gravado indelevelmente no meu cérebro (onde, não sei bem…), na minha alma. O prazer foi imenso, e essa sensação felizmente eu consigo recuperar.

Isso acontece também quando converso com amigos - muitas vezes, mais tarde não me lembro de algo que aconteceu ou foi dito, mas não por falta de atenção, respeito, carinho, mas porque inconscientemente, acho, minha cabeça vai determinando patamares de importância para os assuntos, e isso não tem regra, é puramente aleatório e eu não tenho controle do processo. Só me perturbo se sinto que isso passa para o outro a idéia de que não me incomodo com ele e seus assuntos. Mas que fazer? Tento compensar de outras maneiras.

Enfim, o cérebro é uma coisinha mágica, divina mesmo. Cuidar dele é dever e responsabilidade de cada um, então dá-lhe palavras cruzadas (eu fazia muito, parei um tempo, e recomecei. Vá saber…), dá-lhe ler, escrever, ver coisas bonitas (filmes exposições, gente), dá-lhe conversar, enfim dá-lhe tentar viver bem, e ter prazer no que é possível.

Mas, por que mesmo estamos falando disto?????? Aaah, sim, aí vai o artigo que achei interessante. bjs+

Revista Saúde! - no. 303 - outubro 2008 - pg. 78
Decisões Exaustivas
A roupa da festa, o filme no cinema, o prato do almoço…quantas escolhas a gente faz por dia? Nem dá para saber. No fim das contas, esse número infindável de resoluções cotidianas pode provocar uma baita fadiga mental, abrindo alas para lapsos e afins. É o que revela um estudo publicado pela Associação Psicológica Americana. Indivíduos impelidos a tomar uma decisão, mesmo que agradável, logo depois se saíram mal em testes de matemática, mostrou a pesquisa. "Fazer muitas escolhas pode ser prejudicial, isso porque elas atrapalham a capacidade de organização das idéias", explica Kathleen Vohs, autora do trabalho. "Assim, sempre que houver algo importante para resolver, evite se desgastar com dúvidas irrelevantes", aconselha. E deixe que alguém de confiança se encarregue das questões menores.

21

de
outubro

Laranja Mecânica está de volta! Quem diria?!

Esta semana e a semana passada me fizeram lembrar do filme "Laranja Mecânica".  Quando assisti ao filme (em tela grande), há décadas, ele tinha o rótulo de violentíssimo, de fazer a apologia da crueldade, de esfregar na cara das pessoas "normais"  personagens psicóticas, taradas, fascínoras, enfim um horror!   Quem não sabe exatamente do que estou falando, veja o link (http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Clockwork_Orange).

Acho que deve ser muito difícil conseguir o filme, a não ser em espaços muito especiais e a preços mais especiais ainda.  Confesso que não sei e não posso ajudar os interessados nesse sentido.  Se a curiosidade for muito grande, leia o livro (A Clockwork Orange - Anthony Burgess), igualmente bom (eu li e assisti, por isso digo isso).

Mas, por que mesmo lembrei do LM???? Aaah, sim, porque nesta semana, como aconteceu, acontece e continuará a acontecer, tivemos alguns fatos bastante dramáticos, violentos, com final inesperado e bem infeliz.  E aí o filme espocou na minha cabeça.

Claro que me refiro, entre outros menos retumbantes (houve outro em Guaratinguetá, na mesma linha e exatamente no mesmo período, por exemplo), ao caso de Santo André.  O motor, o desenrolar, as personagens, o subdesfecho 1 (seqüestro e tentativa de assassinato), o subdesfecho 2 (morte de uma das reféns), o subdesfecho 3 (o presente e o futuro do assassino) foram tão ostentosos, violentos, descontrolados, cruéis, que, mesmo sem ter acompanhado minuto a minuto, deu para ver claramente o absurdo da situação, o desequilíbrio das pessoas, incluindo-se aí os  próprios profissionais treinados para lidar com esse tipo de ocorrência: a força policial.

A idéia que me veio à cabeça foi que, quando vi o filme, o horror era basicamente ficção.  Claro que o mundo já não era um "canteiro de rosas", como diriam os mais velhos, mas o que se via nem chegava perto do que assisti na semana passada.  Tinha Laranja Mecânica, mas tinha Jesus Cristo Superstar (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_Christ_Superstar) , Hair (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hair), movimento Paz e Amor (http://www.sofilosofia.hpg.ig.com.br/cultura_e_curiosidades/53/index_int_9.html).  Mas hoje o descompasso entre ter e ser, ser e se aceitar ou ser e parecer é imenso,  e a gente "crack up".  Perdemos a referência humana, e não falo de generosidade, respeito, etc., mas de coisas mais básicas mesmo, i.e., a conservação da vida para o bem da espécie, não desperdiçar a vida futilmente, o que é vital pois foi isso que nos trouxe até aqui, sobrevivendo a cataclismos, dinossauros, mamutes, etc. O grito primal puro!  E, francamente, isso eu não vejo nos protagonistas de tragédias recentes, de tomadas de decisão e outras ações de impacto.   Estamos lucubrando demais para justificar ignomínias que a Natureza não aceita ou perdoa em outros seres vivos, e descemos a um nível impensável na escala desses mesmos seres vivos. É pura auto-destruição! Acho que deve ter bichinho olhando a gente de cima agora, com o nariz/focinho empinado.

Claro que depois de  Laranja Mecânica veio muita coisa mais violenta, mais cruel, etc., no cinema, bem entendido, e o mundo já estava a caminho do que vemos hoje.  Mas no fundo, o que me incomoda mesmo é que pouca coisa choca hoje em dia, na tela ou na vida. Incrível como os "calos d’alma" se instalaram em todos nós. Ou seja, chorar a morte da menina assassinada não é prova do suposto refinamento dos racionais, mas sim demonstração patética de impotência, de curiosidade mórbida (por que não?), de potencializar a vitimização que existe latente em cada um de nós.  Enfim, não chegar a esse padrão tão comum pelo mundo afora é que seria nosso grande mérito, nosso diferencial, como seres racionais, mas de alguma forma não conseguimos, "quebramos" no meio do caminho, onde não sei; e pior, não há caminho de volta.

Se a semana foi negra, triste, pela constatação de nossas imensas limitações e falhas (e eu me incluo aí, claro!), pelo menos pra mim teve uma pequena compensação: lembrar de um tempo mais rico, mais ameno, mais humano, que eu vi e vivi.  Não tenho saudades,  mas carinho imenso pelas lembranças, isso sim, e vou alimentá-las mais amiúde para que fiquem na minha retina, nos meus ouvidos, nas minhas narinas, na  minha memória até o fim.

E para desanuviar um pouquinho:

Da Felicidade - Mario Quintana
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura.
Tendo-os na ponta do nariz!

Neologismo - Manuel Bandeira
Beijo pouco, falo menos ainda,
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo.
Teadoro, Teodora

21

de
outubro

Pela Janela - Milton Ayres (10/03/2007)


(http://mmayres.blog.uol.com.br/)

Gosto de ficar deitado na cama observando o céu recortado pela moldura da minha janela. Isso vale para qualquer quarto onde esteja e para qualquer janela. O pedacinho de céu que vejo é apenas uma ínfima parte do todo. De um todo infinito e misterioso. Do universo. Mas por esse pequeno recorte, às vezes cruzam pássaros, balões, aviões, nuvens e um mundo de imaginação. Ficar pensando na vida com o céu azul como cenário é muito bom. Ele inspira sonhos, pensamentos, divagações. E tanto pode ser de dia como de noite. À noite o céu é ainda mais belo quando todo estrelado. Se houver lua cheia, então, tanto melhor! O quarto escuro, todo apagado, e o pensamento solto, circundando as estrelas e acompanhando um feixe de luz vindo do poste de iluminação mais próximo ou simplesmente um raio de luar. Os minutos passam rapidamente sem que a gente se dê conta, embora o tempo pareça estar totalmente parado. A não ser pelo barulho dos carros que atravessam a rua, pelo latido de um cachorro da vizinhança ou pela conversa de pessoas que passam embaixo da janela, a paz e o silêncio reinam absolutos naquele instante. Esta introspecção momentânea pode me levar ao encontro de soluções para os problemas mais angustiantes. Pode desencadear em mim uma variedade de sentimentos pela perspectiva de realizações futuras. Novos projetos, novos sonhos, novas emoções. Pode me fazer relaxar. Pode me entorpecer. Pode me acalmar. Experimente! E se você não estiver sozinho em casa, a porta do seu quarto deve permanecer fechada. Senão, seu devaneio poderá ser interrompido a qualquer momento. Mesmo assim, esta não é uma garantia de isolamento e recolhimento absolutos. O telefone pode tocar de repente, um carro pode passar com o rádio alto, um vizinho pode iniciar uma discussão… E aí tudo desmorona: pensamento, paz, inspiração. Às vezes a sua janela pode não enxergar um rasgo do céu. Apenas prédios, pontes, fios elétricos e construções. Aí você vai precisar usar muito mais a imaginação. Porém, o cenário azul inspirador não será o mesmo. E os sonhos, as soluções de seus problemas, as alegrias de projetos futuros podem não se realizar. Mas não desanime! Mude a cama de lugar, procure um novo ângulo sob a janela ou mude de cômodo. Só não aprisione ou limite seus pensamentos. Se ainda assim nada disso for possível, simplesmente feche os olhos. Acomode-se numa posição bem confortável, acerte sua respiração, relaxe e abra a janela de sua imaginação.

19

de
outubro

Sugestões do dia

Na Mira do Chefe (Bruges) (http://www.interfilmes.com/filme_19347_Na.Mira.do.Chefe-(In.Bruges).html)
Pela primeira vez entendo por que alteraram tanto o título de um filme na tradução.  Se Bruges já é um mistério para os europeus, imagine para os brazucas…

O filme é interessante, ritmo bom (direção competente), um pouco de sangue demais em alguns momentos, mas vale o ingresso.  Bruges está linda (eu fui lá e o filme me trouxe lindas recordações). Único senão: o canastrão do Collin Farrell, que é o mesmíssimo de O Sonho de Cassandra (http://www.interfilmes.com/filme_19347_Na.Mira.do.Chefe-(In.Bruges).html), i.e., abateu-se sobre ele a maldição da personagem vitalícia, como aconteceu com R.Crowe após Mentes Brilhantes, K. Costner, sei lá eu desde que filme.

Quem carrega o filme todo, sem a pretensão do Farrell, sem ser bonito, aliás pelo contrário, mas com imensa competência é o Brendan Gleeson, segundo nome do cast (pode????).  Ralph Finnes que entra nos último 20 ou 30 minutos, também dá uma boa mão à trama.

Gostei bastante do filme, um thriller lento, denso ( e não se enganem, isto é possível, sim!).  Recomendo.

Doce Deleite (http://guia.folha.com.br/teatro/ult10053u444029.shtml)
Fuja!  A peça envelheceu, apesar das adaptações de texto, cenário, guarda-roupa.  Claaarooo, o teatro estava lotado.  Gianecchini vende ingressos e atua até razoavelmente.  A surpresa, pelo menos pra mim, foi a competência da Camila Morgado. 

Há momentos em que dá pra dar uma risadinha, mas o humor geral é bem previsível.  Verdade que as pernas e demais atributos do Gianecchini perdoam muita coisa, mas considerando o preço extorsivo (R$ 90,00), o caos da saída do estacionamento, melhor se contentar com as pernas e demais atributos mais à mão.  Não vale o investimento, o sacrifício. bjs.

17

de
outubro

Era uma vez…

Uma vez, minha prima me mostrou um monte de textos que foi coletando ao longo da vida como professora e coordenadora pedagógica (as mães chamavam-na muitas vezes de Da. Pedagógica) em escolas da Prefeitura. Muitos são emocionantes, outros pedagógicos mesmo, mas 99% são de uma graça, pureza quase que inconcebível. Minha prima sempre diz que criança é tudo. Eu não acho muito isso, mas dou crédito, afinal isso é dito por quem entende, trabalhou quase 30 anos com esses "entes mágicos".

A Silvia, minha prima, da mesma forma que o Milton e a Elessandra, permitiu que eu divulgasse seus textos no meu blog. Da mesma forma que nos outros dois casos, é uma oportunidade para que vocês conheçam textos magníficos, e, de forma egoista, que releia muitos deles.

Espero que gostem desta nova aquisição.

Era uma vez…

Tem Cinderela, tem Branca de Neve, mas legal mesmo é a história de Chapeuzinho Vermelho. Por quê?

Porque tem romantismo pras meninas (roupas diferentes, mamãe e bolos e doces gostosos) e pros meninos, emoção (lobo mau, caçadores), pros professores, exemplos, conselhos. Enfim uma história completa, com personagens para todos os gostos.

Depois da história, emoções no peito, a professora animada propõe uma brincadeira de pega-pega na “floresta”, ambientada em nosso lindo campo, bela área verde que circunda o prédio escolar.

- Bem crianças, agora que terminamos nossa história da Chapeuzinho Vermelho, vamos para o campo brincar.
Então, aqui fora, os meninos serão os Lobos Maus e as meninas as Chapeuzinhos Vermelhos, está bem?
Você, Lobo Mau Adriano, vai, então, procurar a Chapeuzinho Bruna”. Você, Airton, vai procurar…
Os meninos se juntem aqui comigo e as meninas vão se esconder. Um, dois, três.

Saem todos correndo, cada um concentrado em seu papel.

Passado um tempinho, uns já encontraram. Outros continuam procurando.

Adriano, mais lento - tem um pequeno problema de locomoção - procura, procura, mas não encontra Bruna. Nem pode. A professora, fazendo com ele uma brincadeira, escondeu Chapeuzinho Bruna!

Mas, isso não é problema para o Super Adriano. E lá vem ele com outro menino – um lobo mau - em escolta.

- Que é isso Lobo Mau Adriano, foi essa a ordem que a ‘Tia’ te deu ?
Onde está a Chapeuzinho Bruna?

- Aqui, professora – e aponta para a barriga do amigo lobo, enquanto a professora olha sem compreender. Ora, ele comeu ela!

(by Silvia M. C. Souza)

17

de
outubro

Tropicália em grande estilo

Acabo de voltar de um show do Fabiano  Medeiros com músicas da "era" tropicalista.  Pra mim, que vi muito do que ele cantou ao vivo e em preto e branco (em cores não, porque não tinha na época), foi bem interessante ver como o cantor e a banda que o acompanha conseguem dar uma roupagem nova, bonita, pra muitas coisas que vi/ouvi há uns 30 anos pelo menos. 

O cantor e os músicos se entendem muito bem.  Embora não haja muito espaço (no primeiro show, no espaço Capobianco, centro de S. Paulo, o Fabiano podia se movimentar mais e o cenário era mais valorizado), o show é vibrante.    Se o cenário pudesse ocupar um espaço maior, mais destacado do grupo, seria nota 10.

O Fabiano vai se apresentar às 4as. (não sei quantas) no Paon.  Acho que vale a pena pra quem viveu a época e pra quem quer conhecer.  O repertório e o jeito de ele cantar/interpretar são muito bonitos.

Foi uma noite divertida graças aos meus companheiros de mesa, e bem bonita por trazer de volta muitas memórias musicais, boas, claro. 

Seguem os links do Paon e do Fabiano pra vocês navegarem/conhecerem um pouco mais. bjs.

http://www.cafepaon.com.br/

http://www.fabianomedeiros.com.br/fabianomedeiros/

Arquivado em: Diquinhas I Comentários (0)

15

de
outubro

Um inédito de Elê, especialmente pra vocês!

Margarina

Criança com laço enfeitando a cabeça
Pipas no ar
Bola no parque
Carrinho de sorvete
Geladinho

Mão suja de chocolate
Azul do céu
Algodão doce
Triciclo
Corte no queixo
E na testa

Pé no chão
Mão suja
Chinelada de mãe
Bronca de pai

Beliscão
Chute na canela
Pega-pega
Esconde-esconde
Passa-anel

E eu ainda queria ser grande…

by
Elessandra P. Silva

14

de
outubro

Brincando em cima daquilo!

Não, isto não é um texto "porn".  É o nome da peça a que acabo de assistir. Fui lá porque é a Débora Bloch, que eu adoro, e porque é um texto de Dario Fo (este foi escrito com sua mulher - Franca Rime).  Dario Fo porque ele me traz ótimas recordações de peças encenadas nos anos 80, sobretudo Morte Acidental de um Anarquista, em 82 acho. Esse foi o tempo em que ia muito ao TBC. Essa peça especificamente foi montada e encenada pela companhia do Antonio Fagundes (à época casado com a Clarice Abujamra). O Fagundes ficava na bilheteria do teatro atendendo a gente naqueles tempos. Ai, ai (suspiro)….

Também fiquei curiosa, porque não assisti ao espetáculo que foi encenado pela Marília Pera, com base nos textos do Fo.  A DBloch montou o espetáculo apenas com um dos textos utilizados pela Marília Pera.  Os outros são diferentes, isso segundo as resenhas que estão por aí.

A DBloch está maravilhosa, como eu esperava.  Os textos são bons (não  os melhores que já vi, mas bons).  Há momentos muito divertidos, há momentos pungentes, e a peça é feminina sobretudo.  A Débora sabe envolver o público masculino, mas eu diria que quem aproveita, se vê, se encontra na peça é realmente a mulher.   Valeu muito a pena, ainda mais para uma segunda-feira. 

A peça fica só até o final do mês, portanto quem puder (mulheres!!) vá vê-la.

Ah, sim, houve um ponto negativo - o atraso no início.  Atrasou 30 minutos praticamente.  Mas valeu a paciência.

Seguem alguns links sobre a peça, a atriz e Dario Fo. Bjs.

http://www.guiadasemana.com.br/event.asp?/Brincando_em_Cima_Daquilo/ARTES_E_TEATRO/SAO_PAULO/&a=1&ID=9&cd_event=43104&cd_city=1

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dario_Fo

http://en.wikipedia.org/wiki/Dario_Fo

http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1997/fo-bio.html

http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=92

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