Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

31

de
outubro

Queda das mulheres??? Pode ser…

 

Com o centenário da morte de Machado de Assis, muitas obras foram lançadas ou relançadas. Pesquisadores tiveram sua chance de publicar textos que descobriram, críticos/estudiosos puderam tornar públicos seus pareceres burilados e engavetados durante muitos anos.

Desde os tempos de colégio, MA está entre os maiores escritores do mundo para mim. Aliás, adquiri o gosto por contos e crônicas lendo Machado de Assis. Os contos de MA são obras irretocáveis. Sempre o tive em alta conta nos demais escritos, e sabia que ele não me decepcionaria.

A história de "Queda que as mulheres têm para os tolos" é interessante. Na edição original está lá: "Traduccção do Snr. Machado de Assis", mas como crítico gosta de achar "pêlo em ovo" e sabe tudo, por muitos anos atribuiu-se a obra ao próprio MA, que a teria publicado declarando-se tradutor por timidez, ou coisa que o valha (pode?). Felizmente, um professor francês, Jean Michel Massa, consegiu identificar a obra traduzida por MA, e assim desfêz-se o engano. A obra é tradução de "De l’amour des femmes pour les sots" - de Victor Henaux (1a. ed. em português1861).

Até aceito que, para ganhar dinheiro, MA traduzisse um texto como este (extrato do final do texto, mantida a grafia da primeira edição está abaixo) , mas ser autor de idéias tão retrógradas e misóginas, isso não.

Vejam que o enfoque é totalmente diferente do autor misterioso (ainda não descobriram quem é??? Revelação em breve….) de um blog anterior. Os últimos parágrafos revelam o que o autor (incrível, mas Victor Henaux não aparece nem no Google nem na Wikipedia por si, só por meio de referências a outros) pensava das mulheres. "Patronizing" (to behave in an offensively condescending manner toward) até a medula…tsc, tsc, tsc…enfim, outros tempos (espero, pelo menos).

Quote

XII
Depois de ter indagado as causas da felicidade dos tolos, e da desgraça dos homens de espirito: perderemos tempo precioso em accusar as mulheres? Não hesitamos em deitar as culpas sobre os homens de espirito, como fez o profundo Champcenets.

Porque não estudam os tolos, diz-lhes este autor, para conseguir imital-os? Hade custar-vos muito fazer um tal papel: mas ha proveito sem dezar? E depois, quando assim sois a isso obrigado, visto como não vos dão outro meio de solução, querer subtrahir o bello sexo ao imperio dos tolos, descortinando-lhe a perversidade do seu gosto, é cousa em que ninguem deve pensar, é uma loucura; fôra o mesmo que querer mudar a natureza, o contrariar a fatalidade.
….

Debalde procurareis nellas tão cruel prodigio; nenhuma é cumplice do mal que causa; a este respeito, o seu estouvamento attesta-lhes a candura.

Porque vos obstinaes em pedir-lhes o que a Providencia não lhes deu? Ellas se apresentam bellas, appetitosas e cégas: não vos basta isto? Querel-as com juizo, penetrantes e sensiveis, é não conhecel-as.

Procurai as mulheres nas mulheres, admirai-lhes a figura elegante e flexivel, affagai-lhes os cabellos, beijai-lhes as mãos mimosas; mas tomai como um brinquedo o seu desdem, aceitai os seus ultrages sem azedume, e ás suas coleras mostrai indifferença. Para conquistar esses entes frageis e ligeiros, é preciso atordoal-os pelo rumos dos vossos louvores, pelo fasto do vosso vestuario, pela publicidade das vossas homenagens.

XIII
Sim, sim, é de mister ousar tudo para com as mulheres.

Fim

Unquote

31

de
outubro

Mais um texto para o fds. Um dos meus preferidos!

 

A MULHER DAS CAPAS  (04/08/2006)
Milton Ayres (http://mmayres.blog.uol.com.br/)

Ofélia era uma mulher de rígidos princípios. Para ela, tudo devia estar sempre na mais perfeita ordem. Não admitia nada fora do lugar, sujo ou desarrumado. “Uma casa em desordem é como uma pessoa desequilibrada”, dizia o tempo todo. Por isso, as empregadas não paravam em sua casa. Nenhuma conseguia atender às suas solicitações doentias de organização e limpeza. Mas nem sempre as coisas foram assim. As manias de Dona Ofélia foram surgindo com o tempo. Primeiro foi a saída de seu filho mais velho de casa que a motivou a dar mais atenção à arrumação doméstica. Em seu inconsciente, talvez não fosse a mãe zelosa que deveria ser. Depois, com o casamento de sua filha, veio a mania de limpeza. A associação mais provável que fez deve ter sido com a pureza imaginária da menina. Quando seu marido decidiu trocá-la por uma mulher bem mais jovem, aí sim vieram os hábitos de encapar os móveis e outros objetos da casa. Era como se ela quisesse proteger cada pedacinho de suas lembranças contra o envelhecimento e a deterioração. Começou encapando o sofá da sala. Em seguida, foram as poltronas. Depois as cadeiras da sala de jantar. Metros e mais metros de tecido foram utilizados. As mesas, aparadores e outros móveis receberam toalhinhas. Inicialmente pequenas e discretas, ficaram enormes para melhor protegê-los. Um dia decidiu que deveria recobrir as cúpulas dos abajures com um plástico transparente, daqueles que se encapam os cadernos, para não ocultá-las. Depois foi a vez dos bibelôs que enfeitavam a mesa e a estante e que viviam cheios de pó. Para isso utilizou plástico-filme, aquele usado para proteger alimentos. Dona Ofélia, que não trabalhava fora e por isso não tinha muito com o que se ocupar, vivia inventando novas formas de proteger tudo em sua casa. Os cabos das vassouras foram embrulhados com jornal, as cortinas receberam um forro de plástico branco e as almofadas receberam novas capas de curvim. O fogão, a máquina de lavar, o microondas e a geladeira também foram cuidadosamente encapados com metros daqueles rolos de adesivo. As flores que davam vida ao ambiente foram sendo pouco a pouco substituídas por réplicas artificiais. As maçanetas das portas, as torneiras e todas as peças de metal foram embrulhadas com plástico-filme, trocados mensalmente. O vaso sanitário também recebeu uma capa de tecido. O sabonete era mantido dentro da própria embalagem e retirado apenas na hora do uso. A escova de dentes, a pasta e o perfume também. As roupas eram dobradas e guardadas em saquinhos transparentes antes de irem para os armários, cujas prateleiras também eram forradas. Uma colcha de retalhos plásticos coloridos foi feita exclusivamente para cobrir a cama. Os sapatos permaneciam nas caixas das lojas. Anéis, brincos, colares, relógios e pulseiras também. Dentro de sua bolsa, os documentos, a carteira, as moedas e a maquiagem eram embrulhados em saquinhos dentro de outros saquinhos. No caixa, sempre olhavam feio para Dona Ofélia. Mas ela continuava a embrulhar, ensacar e proteger tudo o que possuía. Um dia chegou em casa e percebeu uma manchinha no tapete. Foi a gota d´água para que ela o encapasse com um plástico transparente também. Além disso, tapetinhos e passadeiras foram espalhados por todo lado para evitar que novos pontos de sujeira aparecessem. Uma chuva mais forte trouxe a sujeira do telhado para o quintal numa manhã e fez com que Dona Ofélia mandasse instalar toldos do lado de fora da casa. Os vasinhos de planta no jardim foram colocados dentro de sacos de supermercado. Até seu carro que vivia numa garagem descoberta recebeu uma capa, fazendo com que permanecesse a maior parte do tempo sem uso pela dificuldade em tirá-la. No mercadinho onde fazia compras, na feira e até mesmo no supermercado os vendedores já sabiam de sua mania e enfiavam cada compra em duas sacolinhas. Nos dias chuvosos, saía de casa com capa de chuva e com os pés e a cabeça enrolados nestes saquinhos. Uma manhã, sua empregada chegou pra trabalhar e encontrou Dona Ofélia recostada sobre a capa do sofá, embrulhada com plásticos da cabeça aos pés. Tinha morrido asfixiada.

(bom de mais, né não? bjs+)

30

de
outubro

Mais um texto da Elê pra curtir no final de semana


Às Estrelas

Ao ver pontos tão distantes me pergunto
Serão estrela?
Sim, acho que são estrelas…
Aquelas que sempre estiveram ali, presentes enquanto dormia
Presentes em minha vigília, mas que não as via
Distantes por longos períodos
Mas sempre importantes
Sempre presentes
Cada uma fundamental
Cada história
Cada elemento
Cada complexidade
Imatéria
Corpos celestes nem sempre celestiais
Às vezes tão imersos em seus mundos incoerentes e carentes
Buscando minha atenção que nem sempre estava lá pois estava à procura de outros corpos
De outros pontos, muitas vezes tão distantes e tão menos importantes
Não mais me pergunto se esses pontos são estrelas
Não mais me perguntos suas distâncias
Sei que estão por perto
Sei que são celestes
E sei que meu céu nunca seria o mesmo sem elas.

Bonito, né?  E agora me lembrei que faz um tempão que não vejo, observo estrelas…
bjs.

29

de
outubro

Um novo autor na minha vida.

Acabo de ler o livro Histórias Falsas, do autor português Gonçalo M. Tavares.

Fui atrás deste autor porque um dos livros dele (O homem ou é tonto ou é mulher) serviu de base para uma peça que estava no SESC Paulista.  Como não consegui ver a peça, fiquei curiosa para saber que textos ele teria.  Curiosidade ou mata ou "redeem", e no meu caso me compensou plenamente.

O Histórias Falsas é um livro de contos com personagens famosos/conhecidos; contos que tentam discutir o verdadeiro e o falso. São textos muito bem escritos, interessantes.

Recomendo!

29

de
outubro

O que é, o que é??? Ou melhor, quem é, quem é?

Relendo alguns livros, surpreendi-me com um deles muito mais do que na primeira leitura.  Nem tanto pelo que está dito e a forma de expressar as idéias, mas de quando data.

Então vamos lá: pelo tom, pelo texto, vamos ver se vocês adivinham de quem se trata.  Aviso que não tirei nada da Capricho, Teen,  ou publicação similar, ou de alguma revista masculina que trate (por seguramente trata) de temas similares entre suas matérias.

Dica: Sulmo, 20 de março de 43 a.C. — Tomis, 17,poeta latino. E mais não direi!

Como sempre digo:não importa quanto o ser humano caminhe, se desenvolva, no fundinho, no básico, no "core", ele sempre vê o mundo e os semelhantes da mesma forma.  Evolui nas maneiras, na tecnologia, na forma do discurso, mas nunca em suas convicções atávicas mais profundas.

 Mulheres, por favor tenham em mente que a obra no seu todo é elogiosa. Olhem lá, hein!

(1) "Prometa sem hesitação: são as promessas que impulsionam as mulheres, tome todos os deuses como testemunhos dos seus compromissos.  Júpiter, do alto dos céus, observa rindo os perjúrios dos amantes e ordena aos autros, súditos de Eolo, para carregá-los e apagá-los. Para a Estige, Júpiter tinha o hábito de fazer falsos juramentos a Juno: ele mesmo ajuda atualmente aqueles que seguem seu exemplo." (esse Júpiter, tsc, tsc, tsc).

 (2) "A perseverança é necessária

Se o seu amor tiver uma acolhida pouco carinhosa e pouco afável, suporte tudo e tenha calma: logo ela se suavizará.  Curve o galho de árvore com precaução; ele se dobra; você o quebrará se puser sobre ele a força. Seguindo com precaução o curso da água, atravessamos um rio a nado, o que não conseguiríamos se nadássemos contra a corrente. … Eu não mando você escalar, de armas na mão, as florestas do Menale, nem carregar redes sobre suas costas; eu tampouco mando você oferecer seu peito às flechas. Meu tratado, prudente, lhe dará ordens mais fáceis de serem seguidas."

(3)  Este trecho  é maravilhoso - e a gente pensa que inventamos o politicamente correto há alguns anos.  Ledo engano…

"Palavras podem atenuar os defeitos: chamaremos de morena aquela que tem o sangue mais negro que a resina da Ilíria.Ela é estrábica? É parecida com Vênus. Tem os olhos amarelos? Como Minerva. Será esbelta aquela a quem a magreza deixa apenas um sopro de vida. Chamaremos ágeis as pequenas, e bem apanhadas, as enormes. Breve disfarçamos os defeitos sob as qualidade que estão mais próximas."

(4) "Se você é pequena, sente-se, evite que, em pé, a creiam sentada, e estenda sua miúda pessoa sobre o leito; mesmo lá, deitada, para que não se possa avaliar seu tamanho, jogue sobre si uma roupa que esconda seus pés." 

E tem disto pra todas.  Então "personal alguma coisa": você acha que descobriu a pólvora? Ai,ai,ai,ai,ai!

Um dos livros é Os remédios para o amor.  Os tópicos desenvolvidos à exaustão são:

a. Antes de mais nada, cortar o mal pela raiz; b. Se já é tarde para cortar o mal pela raiz, espere, antes de agir, o momento favorável; c. Logo que os remédios possam ser aplicados: 1o. Procurar uma vida ativa; 2o. Encontrar uma ocupação em Roma; 3o. Se dedicar à agricultura; 4o. Caçar ou pescar…e por aí vai.

E last but not the least:

"Os produtos de beleza para o rosto da mulher

Aprendam, belas jovens, os cuidados que embelezam o rosto e os meios de proteger sua beleza. A cultura forçou a terra árida a produzir os dons de Ceres para retribuí-las pelos seus cuidados; os espinhos agudos desapareceram. A cultura age também sobre os frutos; ela corrige o gosto amargo e a árvore fendida recebe com o enxerto recursos adotivos. Tudo o que é decorado agrada; os altos tetos são folheados de dourado; a terra escura desaparece sob um revestimento de mármore…..

Mulheres que vivem escondidas no campo, se penteiam cuidadosamente; se elas ficassem escondidas atrás das escarpas de Atos, as colinas de Atos as veriam bem enfeitadas…"

E por aí vai.  No mínimo, encantador: idéias e texto. bj+

27

de
outubro

No woman, don’t cry!!!

A outra matéria a que me referi na semana passada é esta. Interessante que não importa quão tecnológicos ficamos, quanto nos modernizamos, periodicamente se redescobre que as dores de alma, a força da fé, a crença no amanhã, vulgo otimismo, por exemplo, contiuam tendo papel preponderante na vida, no comportamento das pessoas.

As pesquisas, como a relatada a seguir, vão e vêm, criam e destróem paradigmas todos os dias. O que era bom torna-se maléfico, o que era maléfico passa a ser bom, enfim já vimos esse filme muitas vezes, mas não deixa de ser interessante que inegavelmente aspectos humanistas continuem sendo protagonistas em nossas vidas, independente de todos os avanços técnicos que a espécie humana obtém a cada dia.

Nem tudo está perdido. bj+

Vejam que curioso!

Revista Saúde! - no. 303 - outubro 2008 - pg. 78

A Dor Física versus a Dor da Alma

Perder um amor ou ser traído por um amigo pode ser mais traumático do que quebrar um braço. A conclusão é de um estudo da Universidade Purdue, nos Estados Unidos. Os cientistas entrevistaram jovens universitários sobre dores físicas e emocionais que vivenciaram nos últimos cinco anos. Em seguida, eles foram submetidos a um teste mental,no qual o desempenho foi considerado pior à medida que a emoção fosse mais intensa. Quem relatou ter passado por experiências sociais desagradáveis obteve uma pontuação mais baixa. "Esse tipo de recordação despertou sofrimento mais facilmente do que as memórias da dor física", conta a Saúde! Zhansheng Chen, autor da pesquisa.

26

de
outubro

Blind Date.

Fui assitir a este filme. Além de dirigido, também estrelado por Stanley Tucci. Eu gosto muito dele, mas nunca o vi como protagonista.  Ele está muito bem, e a Marlene Dietrich cover, Patricia Clarkson, que tem atuado em diversos filmes, está estupenda.  É só botar umas lentes azuis e ela é a Dietrich em muitos aspectos, mas com brilho muito próprio claro.

Enfim, o filme é muito interessante, a maneira como um drama comum a tanta gente (um drama pessoal nunca é comum, mas pode acontecer com muita gente, é isso que quero dizer) é tratado é brilhante.  Comovente a luta para reencontrar o sentido da vida, deixar para trás um incômodo que destrói relações e pessoas, além do final que é muito interessante (um dos possíveis, mas mesmo assim apresentado de uma forma linda!).

Pelo que entendi, este filme deve ir para o circuito comercial. Já está devidamente legendado, inclusive.  Mas quem quiser ver já um libelo de humanidade, lirismo, com atuações que valem quanto pesam, veja na programação da Mostra onde passa nesta semana e vá ver.

E vejam no link a história da realização do filme, que também é interessante.  E outra coisa curiosa: deve ter sido realizada pelo menos uma dezena de filmes com o mesmo nome (Blind Date).  Acho difícil que outro título tenha sido propagado como este (será?). Jogue no Google e veja… bjs+

http://cinema.uol.com.br/mostra/2008/filme-encontro-as-cegas.jhtm

25

de
outubro

Dias pantagruélicos!!! Ai que delícia…de novo!!!

Outro lugar fantástico a que fui neste final de semana foi a L’Univers de Chocolat.  Fica na R. Clodomiro Amazonas, 373D - tel. 30799509,www.luniversdechocolat.com.br (site em construção).

Bem, conheci os produtos desta butique de chocolate no CaesarBusiness da V. Olímpia.   O evento do dia das secretárias, realizado pelo hotel, terminou com uma mesa gigante e maravilhosa de chocolates da LUDC (como vou chamar carinhosamente daqui pra frente).  Experimentei umas três ou quatro barrinhas, que estavam maravilhosas. Peguei o cartão pra um dia tentar ir à "chocolaterie".  Mas as barrinhas estavam tão boas que comentei com várias pessoas.  A sensação que elas me deixaram foi divina!

Lendo um pouco sobre o lugar, no panfleto que foi distribuído com,o cartão, vi que usam chocolate belga (iiih, não gostei nada dos chocos belga…mas vá lá), têm vários produtos (barrinhas ou quadradinhos, como queiram, drágeas, pastilhas de chocolate puro com sabores, etc.).

Como fui ao Gallo i Vino que é relativamente perto, pelo menos na região, aproveitei para conhecer o LUDC.  Ontem já havia ligado pra saber do horário de funcionamento e um sotaque francesésimo (ai, que delícia) me informou sobre o horário de funcionamento.

Então lá fui eu…e chegando lá encontro o Nicolas Galland, chocolatier.  Graças, ele não é belga mas francês.  Aos 18 foi pra Bélgica, e ficou lá por Bruxelas por um bom tempo, depois de se formar como técnico em confeitaria.  Aí rodou mundo e veio pra cá.  Quem toca a LUDC é o Nicolas com a companheira brasileira. 

Além dos chocolates de primeiríssima qualidade (Guilherme vou levar pra você experimenter na 2a., já que você é ferrenho defensor dos chocos belgas), ele também faz a própria massa de marzipã.  O processo  é artesanal, até porque ele não tem as máquinas pra fazer a trituração micro que é necessária. 

Bom, foi uma hora de conversa e prova que prova chocolate (gente, eu posso falar e comer ao mesmo tempo, nada me impede, são neurônios diferentes, tá?!).  Trouxe os chocos para casa e provei dois ou três.  Eles são mesmo um deslumbre.  Caros,mas deslumbrantes.  Na verdade, mais vale saborear uma barrinha (mini) dele, do que comer um tablete de outros chocolates.  Eu adoro os chocos suíços (são objetivos - sabor, qualidade a bom preço) e passei a apreciar os alemães depois de minha viagem de maio, mas os do Nicolas…são divinos!

Lá dá para tomar um café e ficar bem à vontade.  Ele também faz degustação de vinho acompanhada de chocolate  - o que deve ser muito bom.

 O LUDC abre de 2a. a 6a. das 10 às 19h. e sábado das 11 às 16h.  Domingo não abre.  Sorry se a notícia chegou tarde, mas semana que vem já está aí.
bjs+

Arquivado em: Diquinhas I Comentários (3)

25

de
outubro

Cinema, divina arte, que eu adoro!!

Eu assisti e assisto a muitos filmes…sempre gostei da tela grande.  Nem sei para que tive videocassete e tenho dvd.  Só vejo de vez em nunca, quando perco algo no cinema ou vale muito a pena.

Muitas vezes,quando há muitas coisas boas na praça, assisto até a dois filmes no sábado e/ou no domingo.  Mas durante a Mostra, sei que há gente que tira férias no trabalho para poder assitir a tudo que puder, ou seja, 4, 5, 6 filmes por dia.  Aí já é um pouco demais pra mim, até porque nem tudo é bom. 

Conversando com um amigo (Paulo) na semana passada, contei sobre uma das mostras a que fui.  Nunca me esqueço que havia um filme - Possessão ( http://www.imdb.com/title/tt0082933/ ) de 1981, que era um horror (pelo menos pra mim e pra muitos que estavam no Gazeta assistindo), mas incrivelmente ele foi o preferido pela crítica naquele ano.  Então, sempre há coisas boas, claro, mas no geral são balões de ensaio, filmes ruinzinhos mesmo, ou muito herméticos ("cabeça") pra gente.  De qualquer maneira, vale ler as sinopses, ver se é algo que interessa, recorrer a uma boa sala - há dezenas - e tentar aproveitar.

Estava tentando ir à Mostra desde a semana passada, mas por outros compromissos, ou por estar cansada depois do trabalho, acabei adiando minha estréia na Mostra deste ano.  Mas meu début foi muito bom!

Assisti à Cidade Maravilhosa (Wonderful Town).  Um filme lindo, poético, com um ritmo lento que é um carinho.  Não aborrece, é harmônico demais.  O final é inesperado.  Aliás, justamente pelo ritmo, quando há cenas mais fortes/violentas mesmo (poucas,não se preocupem) a gente leva um chacoalhão. É um filme tailandês, de 90 minutos, que mostra claramente o que nós não vemos, não sabemos, nem adivinhamos: a extensão do tsunami há alguns anos.  Claro, que a gente sabe da gravidade daquilo, mas não dá para imaginar o impacto profundo e cruel para muita gente.  Algo que até hoje não teve conserto.  Enfim, a dor, a destruição é grande demais!

Os atores principais são ótimos!  A trilha musical é preciosa.

Valeu esperar.

http://www.imdb.com/title/tt1135992/

25

de
outubro

Dias pantagruélicos!!! Ai que delícia…o retorno

Bom, depois da maravilha de jantar de ontem, hoje fui conhecer o Gallo i Vino alí no Itaim Bibi (r. João Cachoeira, 278 - tel. 30786268 - www.galloivino.com.br).

Guardei fome porque lá a coisa é punk.  É um restaurante que veio do Sul, com o típico bom atendimento de casas do gênero. Um lugar bonito, bem claro, arejado.  A comida é um "segue" de pratos.  Tudo uma delícia, bem servido.  O galeto é a grande estrela, mas tudo é muito bom.  Não dá pra morrer de comer, têm um estilo mais light, mas completíssimo - polenta frita crocante, frango maravilhoso, almofadinha de queijo deliciosa, enfim, tudo ótimo!  E o preço por pessoa???????? R$ 30,00!

Depois da seqüência de pratos, pedimos um sagu. Maravilhoso!!!! Tem também a Cuca Castelhana - linda pela foto, mas o sagu foi tudo de bom! 

Quem puder, vá conhecer, mas com fome.  O espaço tem uns 90 lugares, mas como tudo que é bom enche e tem fila.

Não precisa morrer de comer, mas se provar um pouquinho de cada coisa, já vai ser um deslumbre.

Enjoy!

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