Há umas duas semanas, meio no susto, fui ver uma peça no CCBB: Filha, mãe, avó e puta (http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10162,1,0,1,1.bb?dtInicio=3/2012&codigoEvento=4550), numa terça-feira. O CCBB tem peças nesses dias “micados”de vez em quando, que acho excelentes para enriquecer o meio da semana. Dei uma lida na sinopse, vi que a Alexia Dechamps estava atuando, então fui. Só me lembro de ter visto a atriz na tv e há muito tempo, fiquei curiosa.
A peça baseia-se em livro homônimo de Gabriela Leite, a criadura da Daspu (http://www.daspu.com.br/). Imagine que ela estudou na USP…sim! Bobeou e foi minha contemporânea. Enfim, uma mulher inteligente, articulada, informada, considerada bonita, e que optou por ser prostituta. Não vou entender nunca, mas é a realidade, contada em livro e peça. O texto é interessante, biográfico, aparentemente bem transparente. Não chega a chocar, afinal a gente imagina qual será o tom da peça, que é até curta (uma hora aproximadamente). Mas teve uma senhora que se retirou lá por um terço da peça. Deve ter ficado incomodada. Tudo bem, cada um, cada um, mas não poderia vir coisa muito diferente daquilo a que assisti.
É um texto fluído, Alexia está muito bem, muito bonita. Seu interlocutor, Louri Santos, com sua voz linda, também está muito bem. É uma entrevista e ponto. Não é um textão, mas pelo menos serviu para divertir e para eu conhecer a história de Gabriela que é, no mínimo, inusitada. Vai até 19/4, é baratíssima, e para ter uma terça, quarta ou quinta diferente vale ver.
Diferente foi o caso de Meu primeiro casamento
(http://www.imdb.com/title/tt1797449/). Bem, já comentei várias vezes quanto gosto da filmografia argentina. Los hermanos sabem fazer filme como ninguém. Com essa expectativa, fui ver esse filme que está em uma sala só, parece-me (Bristol UOL - 7). Uma delícia de filme! Divertido, com atuações primorosas, produção bacana. Desde a abertura até a apresentação dos créditos, supercriativa, bonito, simpático.
Daniel Hendler, que já vi em outros filmes, está ótimo. E que bonito que ele é!! Martín Piroyansky, que também vi em outro filme, está hilário; Natalia Oreiro, protagonista feminina, está muito bem. Tem de tudo: de pastelão a romance de capa e espada (quase!). Uma delícia de filme do começo ao fim. De uma graça inteligente, surpreendente em alguns momentos. Mais que simpático.
Pois é, quem sabe o pessoal da terra aprenda alguma coisa com nossos vizinhos um dia. Afinal, são países similares, economias combalidas, a Argentina não é mais a Suíça sul-americana, i.e., a educação ali também decaiu muito, e por aí vai.
Pena que o filme esteja com uma exibição tão restrita. Vale muito ver. Um encanto!

E por último, um retorno também com expectativas limitadas: Coffee Lab (http://raposeiras.com.br/). Fui lá uma outra vez (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/08/04/andancas-da-semana/) e tudo foi relativamente bem. Achei o conceito bacana, atendimento simpático, caro, mas não tuudoo isso que está por aí. A barista responsável tem sido incensadíssima, mas acho que a casa não reflete essa maravilha. Mesinhas meio sujas, grudentas, atendimento caótico desta vez. Pedi um café gelado, um sanduíche de queijo quente, bolo. Bem, o sanduíche veio, o bolo também e o garçom disse: Seu café já vem. Como assim? Se o café era frio e o sanduíche quente, a ordem não deveria ser inversa? Bem, esperei, esperei, esperei, e resolvi comer meu sanduba que estava esfriando. Comi, e nada do café. Muuitoo tempo depois, cobrei e somente nesse momento vieram me dizer que o café tinha saído fora do padrão e estavam refazendo. Oooh, obra de arte, hein! Enfim, demorou ainda mais, e só muuuitooo depois veio o tal café gelado. Tomei com o bolo de limão que estava ressecadíssimo! Ruim demais! Salvou-se de tudo mesmo o café gelado, bem diferente, frisante, mas não compensa o estresse e o preço. Não recomendo, não.













